Nesta quarta-feira (23) o "Procon vai às escolas" chega ao Colégio Estadual Tereza Conceição Menezes, na Rua do Curuzu, bairro da Liberdade. O projeto, que em oito meses já visitou 28 escolas e já beneficiou mais de 2,7 mil pessoas, agora conta com uma novidade: a participação dos alunos, além dos professores e diretores como já era feito. O formato da apresentação foi adaptado para este novo público, promovendo uma maior interação com eles.

Lançado em Janeiro deste ano pela Diretoria de Assuntos Especiais (DAE) da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor , o projeto do Governo do Estado capacita as equipes docentes das instituições de ensino visitadas para que elas possam atuar como agentes multiplicadores, repassando conhecimentos sobre o Direito do Consumidor aos alunos, de acordo com o plano pedagógico estabelecido para cada disciplina.

Durante o encontro, são abordados tópicos como cidadania e direitos básicos dos consumidores quanto à saúde, vida e segurança; a informação; e a proteção contra publicidade enganosa e abusiva. Além de serem esclarecidos itens do Código de Defesa do Consumidor – CDC, como trocas de produtos, prazos para conserto, garantia e prestação de serviço público. Um dos pontos de destaque na apresentação é a interação com o público, com jogos para fixação do conhecimento apresentado, além da exibição de vídeos com situações cotidianas onde o direito do consumidor é aplicado.

Palestrante e Diretor de Assuntos Especiais do Procon, Dr. Paulo Teixeira, destaca que "a importância de debater as relações de consumo com o corpo de professores e alunos, é pelo fato que em maior ou menor grau, todos nós somos consumidores de bens e serviços a cada instante de nossas vidas. Conscientizar os estudantes de todos os níveis, dessa realidade, certamente muito contribuirá para uma relação equilibrada entre fornecedor e consumidor", disse. Teixeira destaca ainda que a falta de conhecimento sobre as questões de consumo resulta em sérios problemas, "a deficiência ou a inexistência da educação e da informação para o consumo consciente e necessário, resultam em graves problemas sociais como o superendividamento da família brasileira, o que consequentemente pode levar à exclusão e à marginalização social", completou.