A utilização do Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) no exame de resíduo de disparo de arma de fogo em mãos de supostos atiradores foi apresentada nesta terça-feira (1º), durante o Café com Ciência, no Centro de Estudos do Departamento de Polícia Técnica, em Salvador. A técnica, eleita como padrão “ouro” neste tipo de análise, é capaz de identificar, nas amostras, partículas esféricas, não cristalinas e que contenham os elementos chumbo, bário e antimônio, que juntos apontam para a participação em eventos que envolvam disparo de arma de fogo.

O encontro, que contou com a presença de representantes da DHPP, da Corregedoria da Polícia Militar e de peritos criminais da Polícia Técnica, teve por objetivo reforçar o diálogo entre as Instituições para fortalecer a utilização de protocolos desde a coleta das amostras. “A adoção de protocolo é necessária, tanto para preservação do vestígio, quanto para otimização dos recursos públicos”, pontuou Enoque Santos, perito criminal de Química Forense, ao justificar o impacto positivo que esta padronização pode trazer para o resultado final, que é o laudo.

Por conta das especificidades do próprio exame, o tempo entre o disparo e o momento da coleta representa um importante aliado para a racionalização das demandas de acordo com as particularidades de cada caso. “A investigação vai direcionar a necessidade ou não de realizar este exame e associado a isso existem as limitações técnicas, como, por exemplo, a preservação dos vestígios nas superfícies de mãos e vestes”, explicou Enoque.

Para o Delegado José Bezerra, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), é fundamental o entrosamento entre as Instituições. “A integração é de suma importância para a garantia de um trabalho mais eficiente, cujo resultado final seja a verdade dos fatos”, afirmou.

Fonte: Ascom/DPT