Os secretários e demais representantes da segurança pública de toda a região Nordeste reuniram-se, na manhã desta quinta-feira (24), no auditório do Centro de Operações e Inteligência, em Salvador. Realizado pela primeira vez na Bahia, o Encontro do Colegiado do Nordeste tem o objetivo de discutir o desenvolvimento das facções criminosas e o combate ao crime organizado, problema de nível nacional.
As tratativas devem dar origem a uma carta direcionada à Secretaria Nacional da Segurança Pública, ao ministro da Justiça e ao presidente do Congresso Nacional para reforçar os pleitos da região. Na próxima semana, em Rondônia, representantes de todos os estados vão se reunir no encontro do ‘Pacto Integrador de Segurança Pública Interestadual’, para abordar tópicos operacionais e táticos da área.
No encontro, o secretário-executivo do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e 8º promotor de Justiça de Presidente Prudente em São Paulo, Lincoln Gakiya, falou sobre a ‘Evolução da Organização Criminosa PCC no Brasil e Países Fronteiriços’, abordando as novas perspectivas. 
Gakiya lembrou o trabalho de enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital realizado no Sudeste, iniciado em 2006, após a transferência de presos ligados ao PCC para o presídio do município Presidente Venceslau. Na ocasião, foram coordenadas uma série de ataques em diferentes cidades do Brasil que causaram pânico na população.
Presidente do Conselho de Segurança Pública do Nordeste (Consene), o secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa, enfatizou a importância de combater facções que já se organizaram no comércio em atacado de entorpecentes. “Essas grandes facções favorecem a criação de quadrilhas e a distribuição de drogas para que elas vendam no varejo”, esclareceu Barbosa. “É um desafio que deve ser pensado em nível nacional e reforçado em ações regionais como essa”, finalizou.
O secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, ressaltou que o crime organizado deixou de ser um problema regional. O gestor comentou que, infelizmente, o país ainda não tem um Plano Nacional de Segurança Pública. “Hoje e na próxima semana em Rondônia, estamos cobrando apoio do Governo Federal. Essa é uma realidade em Salvador, no Ceará e nos demais estados do Nordeste e do país e precisamos do apoio da União nessa luta”, concluiu. De acordo com Costa, no Ceará, três fuzis originados de outros países foram apreendidos neste mês. 
Até quinta (25), representantes do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte, Maranhão, Polícia Federal e Rodoviária Federal, Defensoria Pública Geral, Agência Brasileira de Inteligência, Procuradoria de Justiça do Estado e demais autoridades da Segurança Pública da Bahia estarão reunidos no Centro de Operações e Inteligência. 
Fonte: Ascom/SSP