O Encontro dos Coletivos de Poesia, evento da programação da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) na Flipelô, acontece nos dias nestas quinta (10) e sexta-feira (11), às 17h, no Terreiro de Jesus, reunindo artistas da palavra. O Arte Marginal e o Sarau do Passo (Gato Preto) se apresentam no primeiro dia do evento, 10. Os coletivos Enegrescência, Sarau Resistência Poética, Sarau da Onça fazem apresentação no dia 11.

Para Fabricio Brito, poeta do Coletivo Arte Marginal, “a rua é um lugar de encontro com a poesia da cidade, uma espécie de encruzilhada por onde passam os mais diversos versos”. O coletivo surgiu no bairro da Fazenda Grande do Retiro. Logo no início, o grupo promovia saraus pelo bairro, onde apresentavam os poemas. Com o amadurecimento do trabalho, passou a apresentar as atividades em outros locais, fato que o aproximou do cenário cultural da cidade. Os espetáculos do Arte Marginal propõem debates de raça, gênero, classe e geração, e geralmente são apresentados em escolas públicas, regiões do centro da cidade e comunidades populares.

Na programação do segundo dia do Encontro, o Grupo Resistência Poética e Sarau Enegrescência é um projeto formado por estudantes de letras da Universidade Federal da Bahia – Ufba, tem o objetivo de criar meios de divulgação das literaturas afro-brasileira e africanas.

Com participação no evento na sexta, o Sarau da Onça é um coletivo que tem origem no bairro de Sussuarana e que conta com seis anos de existência. A proposta do grupo é levar, através da arte, da música e da dança, a poesia marginal, e apresentar de forma crítica assuntos como racismo, preconceito, feminismo negro e empreendedorismo. O Sarau da Onça foi aprovado com o livro O Diferencial da Favela, aprovado no Edital Setorial de Literatura do Fundo de Cultural, realizado pela Secretaria da Fazenda e da Cultura e gerido pela Funceb. A obra reúne textos de 50 autores do estado, com poemas e contos de temas variados.

Para Sandro Sussuarana, integrante do Coletivo Sarau da Onça, o grupo pretende despertar o senso crítico do público: “Pretendemos, com essa apresentação, despertar o senso crítico dos participantes de forma direta, com a poesia que mete o dedo na ferida e aponta os erros que temos em nossa sociedade”, conta.


Fonte: Ascom/ Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb)