Os estudantes do Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães, em Itabuna, no sul da Bahia, encontraram na prosa e no verso uma maneira de chamar a atenção da comunidade para a violência e o combate ao preconceito contra a mulher. Em mais uma atividade que integra a escola e a comunidade, a Escola Cultural realizou, durante a semana, um sarau literário, com a participação de 30 estudantes. Além de declamação de poesias sobre a temática, os alunos fizeram apresentações de música, multimídia e produção textual, por meio de uma oficina de arte literária.
 
A atividade foi coordenada por Silvana Cruz, professora de Língua Portuguesa da rede estadual de ensino, que destaca o envolvimento e o entusiasmo dos estudantes e professores. “Os estudantes ficaram empolgados e toda a comunidade escolar se comprometeu com o projeto. Os resultados desta e de outras oficinas já realizadas são excelentes, fazendo com que os alunos de tornem participantes e agentes de difusão da arte, que é um instrumento de transformação”, afirma a professora. 
O estudante Carlos Antonio Soares ressalta que “é importante trabalhar esses temas em sala de aula, para orientar os jovens e motivá-los a combater todo tipo de discriminação e de violência”. Já a estudante Laila, que apresentou uma música sobre a violência contra a mulher, disse que “a arte é um instrumento de transformação, que passa uma mensagem para toda a sociedade de que é possível conviver em paz e respeitar as diferenças”.
 
As atividades da Escola Cultural de Itabuna, a primeira da Bahia, foram iniciadas com uma oficina de dança. Na próxima semana acontece a oficina de música. O projeto Escolas Culturais integra o programa Educar para Transformar, do Governo da Bahia, e tem como objetivo promover o protagonismo estudantil, além de reconhecer e requalificar a escola como um espaço de circulação e produção da diversidade cultural do Território de Identidade onde está inserida.