Estudantes, professores articuladores, coordenadores pedagógicos e diretores escolares da rede pública estadual participaram de mais uma edição da videoconferência “A Arte e Cultura nos contextos escolares: o pioneirismo baiano na consolidação das políticas culturais com a juventude estudantil”, nesta quinta-feira (17), no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, e transmitida para as telessalas dos Núcleos Territoriais de Educação (NTE). Para dialogar sobre o tema, estiveram presentes, entre outros, o maestro Fred Dantas, o músico Luciano Salvador Bahia, o historiador Sérgio Guerra Filho e a ex-aluna da rede, Inara Carneiro, finalista do Festival da Canção Estudantil (Face), em 2015.

O objetivo do encontro foi aprofundar o debate sobre os conhecimentos artísticos e culturais estudantis em suas distintas linguagens e garantir o processo formativo nas escolas para a realização das etapas regionais e estadual dos projetos de arte e cultura. “Ao lado de profissionais renomados, que atenderam ao nosso convite por acreditarem nas políticas culturais do Estado, nos reunimos para, juntos, nortearmos os próximos passos daqueles que irão participar dos projetos, que terão suas culminâncias das etapas regionais entre setembro e outubro. Todas as regiões estarão em festa, com saraus, festivais de música e mostras, até chegarmos ao Encontro Estudantil anual”, afirmou a coordenadora de Projetos Intersetoriais da Secretaria da Educação, Nide Nobre.

Atualmente cursando o curso superior de Fisioterapia, Inara Carneiro, 19, contou que ter participado do Face foi um dos momentos mais importantes de sua vida. “Para mim é muito gratificante estar aqui, hoje, falando da minha experiência de ter vivenciado todas as etapas do festival de música da rede estadual e ter chegado à final. Deixo aqui a minha dica: professores, incentivem os seus alunos porque o Face abre portas; é uma espécie de gaiola que, quando se abre, a gente alcança altos voos”, disse a ex-estudante da Escola Estadual João Carneiro, no povoado de Vila Carneiro, em Conceição do Coité.

À frente do Festival da Canção Estudantil como diretor musical, Luciano Salvador Bahia, desde a sua primeira edição, em 2007, afirmou que o Face é fundamental e vitorioso. “O Face é um projeto de vida longa. Selecionamos, por ano, 15 músicas e, ao longo das nove edições, foram 135 canções, acompanhadas por uma banda de músicos renomados e gravadas de maneira o mais profissional possível e que compõem um importante acervo musical da Bahia”, pontuou o músico baiano.

O maestro Fred Dantas, criador das Oficinas de Frevos e Dobrados, destacou a importância das fanfarras dentro das escolas e da recuperação das Filarmônicas do Estado. “Esses grupos têm sido um veículo para se dar o primeiro contato dos estudantes com a música. O Governo do Estado, através do Núcleo de Orquestras Juvenis, com toda aspiração e amor, fez renascer as filarmônicas. Hoje, temos mais de oito mil crianças inscritas nelas, em todo a Bahia”, ressaltou.

O historiador Sérgio Guerra Filho, que abordou o tema “A independência e seus festejos na Bahia”, ressaltou a importância do protagonismo estudantil na Educação. “Ao discutir o protagonismo popular na guerra da Independência da Bahia, faço uma referência à participação dos estudantes nas fanfarras escolares e nos jovens, nas filarmônicas. Não podemos perder de vista a Educação na construção da identidade de um povo. Esperamos 50 anos para termos a segunda universidade federal no Estado (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia), e sabemos que são as instituições públicas de Ensino Superior e da Educação Básica os vetores fundamentais do desenvolvimento econômico e, sobretudo, humano da sociedade”.


Fonte: Ascom/ Secretaria de Educação do Estado