A mostra ‘O Legado Afro-Brasileiro’ segue em cartaz até este sábado (26), no Centro Cultural Solar Ferrão, Pelourinho. Como parte integrante do Agosto da Igualdade, a iniciativa marca o calendário comemorativo pelos 10 anos de instituição da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e ações da Década Internacional Afrodescendente na Bahia.

Com curadoria do artista plástico Alberto Pitta, “a exposição trabalha aspectos da cultura e arte afro-brasileira, com cinco mostras de múltiplas linguagens, abrangendo a vida cotidiana, religiosidade e outros elementos, abordando a culinária afro-brasileira, indumentárias das religiões de matriz africana e irmandades negras, além de cores e texturas que remetem aos contextos da ancestralidade”, explica.

Também compõem a mostra obras do artista plástico Mestre Didi, além de abordar aspectos sobre os banhos, folhas e outros elementos, a exemplo das tradicionais “rezas”, fazendo o encontro entre o popular, a religião e a ciência. Ainda no campo da ancestralidade, a exposição trata dos legados deixados a partir dos povos Bantu, Gege, Nagô, Ketu, Angola e Yorubá.

A iniciativa é fruto de convênio firmado entre o Governo do Estado, por meio da Sepromi, e o Governo Federal, por meio da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). O Centro Cultural Solar Ferrão integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Dimus/Ipac), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult).