Alguns dos mais importantes casarões do Centro Histórico de Salvador (CHS), além de museus e espaços culturais, todos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), participam da programação da Secretaria de Cultura do Estado (Secult) na Feira Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), desta quarta-feira a domingo (9 a 13), por meio de exposições gratuitas, oficinas de arte, poesia, música, encadernação de livros de pano e de papel, além de contação de histórias, lançamentos de livros adultos e infanto-juvenis.

O instituto é proprietário e administra 402 unidades imobiliárias e 161 imóveis em Salvador e interior do estado, disponibilizando a maior parte deles para ocupações artístico-culturais, de dinamização e promoção urbano-cultural e importantes atividades como a Flipelô. “O Centro Cultural Solar Ferrão Rua Gregório de Mattos, nº45), é um casarão originário do século 17, tombado como Patrimônio do Brasil e que congrega coleções de arte sacra, africana, indígena, musicais e popular-nordestina, já está recebendo a programação da Secult no evento”, afirma o diretor geral do Ipac, João Carlos de Oliveira.

Casarões coloniais, como o Centro de Documentação e Memória (Gregório de Mattos, nº29), e imóveis do século 19, como o Museu Udo Knoff de Azulejaria (Rua Frei Vicente, nº3) e Cerâmica e o Museu Tempostal (Gregório de Matos, nº33), também estão com atrações. Segundo Oliveira, além da feira, “o Pelourinho é um espaço que é ocupado por bons projetos que merecem ser conhecidos pelos soteropolitanos, baianos, turistas nacionais e internacionais”.

Ele explica que a ocupação dos prédios do Ipac atende estratégias urbanístico-arquitetônicas de dinamização e fomento à economia local. “Temos ainda imóveis com atividades consulares, comerciais, culturais e artísticas, visando dinamismo local”. São 226 imóveis na zona tombada do CHS, apenas cerca de 2% do total da região. O restante de 98% é de propriedade da Prefeitura de Salvador, governo estadual, privados, irmandades e ordens da Igreja Católica. O Governo do Estado atua ainda com a Conder/Sedur no CHS na pintura de todas as casas e requalificação de ruas e calçadas.

Entre importantes iniciativas que ocupam os imóveis do Ipac estão o Balé Folclórico da Bahia (BFB), Orkestras Rumpilezz e Rumpilezzinho, Cine XIV, projeto artístico-educacional Axé e o Mandinga de Capoeira, Livraria Mídialouca, Museu da Música Brasileira, Casa das Filarmônicas da Bahia, Casa Pouso das Artes que faz residência artística com a Funceb, e a Casa de Angola em Salvador.

Fonte: Ascom/Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac)