O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult), anuncia nesta quinta-feira (17), Dia Nacional do Patrimônio Histórico, a instalação da sua Diretoria de Museus (Dimus), que funcionava no Palácio da Aclamação (Campo Grande), no prédio Solar Ferrão, uma das edificações mais importantes do Centro Histórico de Salvador (CHS), originária do século 18 e tombada como Patrimônio do Brasil (1938).

A Dimus, que coordena a política público museológica da Bahia, possui mais de 60 servidores trabalhando em museus de Salvador e outros municípios baianos. “Além de trazer uso pleno para o Solar, que detinha áreas ociosas e manter as coleções de arte no prédio para visitação gratuita, a transferência dessa diretoria integra nova estratégia de ocupação e dinamização da área”, explica o diretor geral do Ipac, João Carlos de Oliveira.

Solar Ferrão
O Solar Ferrão, localizado na Rua Gregório de Matos, 45,  é um centro de memória, arte e cultura.
(Foto: Camila Souza/GOVBA)

O Ferrão, que está localizado na Rua Gregório de Matos, 45 é um centro de memória, arte e cultura, construído no declive entre o Pelourinho e a Baixa dos Sapateiros. O solar abriga duas galerias de arte, o Museu Abelardo Rodrigues com arte sacra, coleções de arte africana, arte popular, instrumentos tradicionais e acervo do músico suíço radicado na Bahia, Walter Smetak (1913-1984).

O instituto detém 402 unidades imobiliárias e 181 imóveis no Pelourinho, em bairros de Salvador e cidades do interior. João Carlos explica que as ocupações dos prédios do órgão atendem estratégias urbanístico-arquitetônicas de dinamização e fomento à economia. “Temos ainda imóveis com atividades consulares, comerciais, culturais e artísticas, visando dinamismo do Pelourinho”.

Além do Ferrão, a Dimus administra em Salvador o Palácio da Aclamação, Passeio Público, no Campo Grande, os museus Tempostal e Udo Knoff (Pelourinho), no Pelourinho, e o Parque Castro Alves (Cabaceiras do Paraguaçu), os museus Recolhimento (Santo Amaro) e Recôncavo (Candeias) são outros equipamentos da Dimus.
“Estamos requalificando o prédio do Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues, as coleções de Arte Africana, Arte Popular e a de Smetak”, afirma a diretora da Dimus, Fátima Santos. Os museus do Ipac recebem exposições, ações educativas, oficinas de arte, poesia, música, além de contação de histórias e lançamentos de livros. Saiba mais no site do Ipac.

Fonte: Ascom/Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac)