Com o objetivo de apresentar conteúdos que facilitam a compreensão histórica, artística e etnográfica que identificam as sociedades africanas, estudantes do 1º ano do Colégio Estadual Odorico Tavares, no Corredor da Vitória, na capital, visitaram, nesta terça-feira (25), o Museu Afro-Brasileiro, localizado no Terreiro de Jesus (Pelourinho). Na oportunidade, os alunos puderam discutir a valorização e o fortalecimento da cultura africana como aspectos fundamentais da sociedade brasileira.

A professora de Humanidades, Luciana Senna, conta que o trabalho busca inserir no currículo o conhecimento da cultura africana, presentes nas Leis 10.639/03 e 11.645/08, por meio de atividades que possam atrair o interesse dos alunos. “Estamos realizando diversas ações em que podemos debater a importância da cultura africana, assim como a indígena. Desenvolvemos atividades desde o início do ano, que culminam nestas visitas. Eles participaram do Cine Kurumin, Festival de Cinema Indígena, com apresentação de documentários, estão hoje no museu, e na próxima semana temos uma visita à Caixa Cultural para uma exposição sobre quilombola e indígena”, explica.

Para a estudante Maria Vitória Silva, 17 anos, essa oportunidade esclarece muitas incoerências na história. “A dominância da cultura europeia distorcia muito a cultura africana. A gente perceber, por exemplo, que imagens como a de Iemanjá e Cleópatra foram retratadas no decorrer da história com traços da raça branca, são com certeza um equívoco”, conta.

Segundo o seu colega Alexandre Gadelha, 16, esses projetos são importantes para promover o autoconhecimento. “Essas atividades nos motivam, cada vez mais, a procurar outras formas de conhecer sobre o nosso passado e como os fatos históricos tem ligação direta com a realidade atual. E estar inserido na Educação Integral que a escola oferece está dando a possibilidade aos alunos de estarem participando destas ações”, destaca.

Fonte: Ascom/Educação