A Bahia começa a contar uma nova história sobre a mineração. Todo o seu potencial mineral e territorial será detalhadamente discutido e sistematizado num planejamento inédito pensado até o ano de 2035. A nova Política Mineral, que começou a ser elaborada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE) na quarta-feira (12), já ampliou o seu debate nesta quinta (13), com diversas instituições participantes no seminário ‘Agenda de Desenvolvimento Bahia’, realizado na sede do Conselho Regional de Engenharia e Economia da Bahia (Crea-BA), em Salvador.

Entre os assuntos discutidos, temas desafiadores como a proteção ambiental e o desenvolvimento. “Temos que pensar em como desenvolver com sustentabilidade e proteção ao meio ambiente. O Governo vai avaliar as melhores estratégias para o setor empresarial e a coletividade”, explicou o superintendente de Estudos e Políticas Públicas da SDE, Reinaldo Sampaio, enfatizando que a modernização e a rapidez na tramitação das licenças ambientais do estado estarão contempladas no novo plano.

SDE política mineral
Sampaio: Rapidez na tramitação das licenças ambientais do estado estarão contempladas no novo plano.
(Foto: Bruna Santana/SDE)

De acordo com o superintendente, a política mineral decorre da vontade política, do interesse econômico e da sociedade civil, que se organizam para criar um ambiente favorável ao investimento e às oportunidades de trabalho e renda. “O nosso olhar está principalmente voltado para o semiarido baiano, onde decorrem 85% dos empregos do setor de mineração de um total de 16,5mil. Queremos gerar ainda mais oportunidades naquela região”.

Além do desenvolvimento científico e tecnológico, a política mineral vai preocupar-se com a eficiência econômica, escala, aspectos sócioambientais, desenvolvimento territorial e racionalidade na exploração dos recursos minerais, aliado a todos os órgãos que regulamentam o setor. “O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) espera que as instituições construam um trabalho integrado, em rede, incluindo questões sociais, a fim de evitar problemas no setor de regulamentação ambiental e fiscalização”, explica o especialista em Recursos Minerais do órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Freire.

Outros temas como a descoberta recente de um campo de ouro com aproximadamente quatro quilômetros de extensão em Iramaia, na Chapa Diamantina, e outros projetos em andamento como o cobre, na cidade de Curaçá (Vale do São Francisco) e a extração de ouro em Santaluz (nordeste), também foram debatidos.

Fonte: Ascom/Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE)