Conversar sobre as questões de gênero, raça, intolerância religiosa e tradição oral são os objetivos da próxima sessão do Cineclube Fruto do Mato, nesta terça-feira (11), no Teatro de Arena, centro da cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina. Serão exibidos dois filmes de curta-metragem – ‘Òrun Àiyé’, um stop-motion que trata do mito da criação a partir do universo dos orixás, das diretoras baianas Jamile Coelho e Cintia Maria, e ‘Cinzas’, da também baiana e cineasta Larissa Fulana de Tal.

O cineclube é uma realização da Cinepoètyka e Grãos de Luz e Griô, por meio do Edital Setorial de Audiovisual 2016, com apoio da Fundação Cultural do Estado (Funceb), por meio da Diretoria de Audiovisual (Dimas), e do Fundo de Cultura da Bahia. A animação, que traz para as telas a mitologia iorubá, apresenta o personagem do vovô Bira, que narra para a neta Luna como os deuses africanos Olodumaré, Orunmilá, Oduduwa, Oxalá, Nanã e Exú interagem para criar a Terra e os seres humanos. O curta-metragem ‘Cinzas’, lançado em 2012, conta a história de um jovem negro de Salvador que vê as horas de um dia insuficientes para cumprir todas as obrigações de quem mora na periferia e precisa trabalhar, pagar a faculdade e cuidar da casa.

Além da exibição dois filmes, a sessão terá ainda a presença das diretoras Jamile Coelho e Cintia Maria, de ‘Òrun Àiyé’, que também vão ministrar uma oficina de stop-motion para as jovens cineclubistas que fazem parte do Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griô. A técnica de animação consiste em “emendar” uma série de fotografias para dar movimento aos objetos e personagens. São cerca de 25 frames por segundo.

Desde fevereiro deste ano, a população de Lençóis e os turistas que visitam a região têm a oportunidade de conhecer obras de cineastas consagrados do cinema baiano, como Glauber Rocha e Roberto Pires, e também dos novos diretores que fazem parte do cinema contemporâneo da Bahia.

Fundo de Cultura

Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artísticas e culturais baianas, o Fundo de Cultura da Bahia (FCBA) custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. São financiados, preferencialmente, aqueles que, apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.

O FCBA está estruturado em quatro linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação – Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Mais informações estão disponíveis no site da Secult.

Fonte: Ascom/Secretaria de Cultura do Estado (Secult)