O maestro Letieres Leite , que comemora a conquista de três troféus no Prêmio da Música Brasileira 2017, com sua Orkestra Rumpilezz, de álbum, grupo e arranjador instrumental, já retoma a agenda de educador neste sábado (22). De volta a Salvador, ele ministra o workshop As Matrizes Africanas na Música Popular Brasileira, na Senzala do Barro Preto, para jovens músicos do bloco afro Ilê Aiyê, às 15h. Esta será o primeiro de uma série de sete workshops que o maestro realiza dentro do projeto Conexão Cultural CFA – Música.

Letieres é coordenador artístico pedagógico do Projeto do Curso de Qualificação em Música do Centro de Formação em Artes (CFA) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), onde ensina seu método UPB para alunos do Núcleo de Música.

Com os jovens do Ilê o maestro inicia uma série de sete workshops para jovens músicos de blocos afros, afoxés, coletivos de Hip Hop e coletivos de pagode, até novembro, quando um grande encontro promoverá interação desses jovens com os alunos do Curso de Música do CFA, para uma construção musical coletiva. “O Maestro Letieres Leite é hoje um referencial na educação musical na Bahia, seu trabalho artístico é de muita qualidade e inovadora visão, e é um orgulho muito grande tê-lo conosco no CFA, para tão importantes ações”, disse Fernanda Tourinho, diretora da Funceb.

O workshop tem como proposta promover uma compreensão crítica a respeito da formação da música brasileira, a partir de uma análise histórica e estudos com vivência de claves e desenhos rítmicos desse universo musical, para torná-las compreensíveis a nível racional e corporal. Neste curso, Letieres Leite utiliza a tradição oral e a tradição da escrita musical européia em proporções aproximadas, buscando nas transmissões dos desenhos rítmicos e claves da “UPB” uma fidelidade, problematizando a transcrição gráfica musical.

“A escrita tradicional europeia não traduz as nuances dos micro ritmos encontrados na música de matriz africana”, considera Letieres. A estrutura dinâmica do curso é dividida em momentos específicos: Contextualização histórica, Audição comentada de vídeos e áudios, vivência oral no aprendizado das claves e entornos.

Fonte: Ascom/ Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb)