Precursora do feminismo negro no Brasil, a vida e influência da intelectual, professora, militante e ativista política Lélia Gonzalez é tema de uma programação especial no Pelourinho. A abertura da exposição ‘Lélia Gonzalez: O Feminismo Negro no Palco da História’ acontece nesta terça-feira (25), às 14h, data do Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. 
Já na sexta (28), às 15h30 acontece o Sarau das Pretas. Em seguida, às 16h, sete mulheres negras consideradas referências no meio cultural e da militância se encontram para debater os ‘Avanços nas conquistas a partir do legado de Lélia Gonzalez’. Toda a programação será realizada na sede do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), casa 12, no Largo do Pelourinho, em Salvador. 
 
A exposição, que já passou por Rio de Janeiro e Belo Horizonte, é trazida pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult), por meio do CCPI, em parceria com a Rede de Desenvolvimento Humano (REDEH) e o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher – Lauro de Freitas. 
Uma série de 16 banners relata a vida e o legado de Lélia Gonzalez, a infância dela em Belo Horizonte e a partida com a família para o Rio de Janeiro. Inclui ainda a brilhante jornada acadêmica, a tomada de consciência de situação como uma mulher negra numa sociedade em que o machismo e o racismo predominavam, iniciando a extensa trajetória como militante, que a levou a ter uma ativa participação política no Brasil e no exterior. 
Os quadros reúnem fotografias, cartas, relatos, imagens raras, depoimentos, um extenso material para não apenas conhecer a história, mas compreender de fato tudo o que Lélia representa. A visitação permanece até 31 de julho. 
Sarau e debate
Na sexta (28), o Sarau das Pretas será comandado pelo Slam das Minas BA. A ação consiste num encontro em que as poetas demonstram seus desempenhos com os versos. Tudo isso com muita força, beleza e adrenalina. O evento é uma parceria da Secult com o Instituto Odara e antecede a mesa-redonda ‘Avanços nas conquistas a partir do legado de Lélia Gonzalez’. O acesso é gratuito. 
 
Sete mulheres negras que mantém o legado de Lélia estarão reunidas para conversar sobre os avanços nas conquistas a partir de tudo o que ela deixou. São elas: a diretora do CCPI e co-fundadora do Movimento Negro Unificado e do Ilê Aiyê, Arany Santana; a militante negra, feminista, psicóloga e perita criminal Vanda Menezes; a professora, coreógrafa e dançarina do Balé Folclórico, Nildinha Fonseca; a presidente do projeto Didá, Débora Souza; a empreendedora de estética e Rainha do Ilê em 1980, Gerusa Menezes; a professora universitária e militante Ana Célia; e a jornalista, apresentadora de TV e militante Wanda Chase. 
Fonte: Ascom/Secult