O secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, conferiu nesta terça-feira (7), no município de Alagoinhas, a execução das ações preventivas no combate ao vírus da febre amarela na região. As ações englobam a utilização de inseticidas para a redução do número de mosquitos nas áreas urbanas e rurais, sobretudo o Aedes aegypti, o monitoramento de animais, o acompanhamento dos casos suspeitos em macacos e humanos, bem como a imunização dos indivíduos que não possuem duas doses registradas no cartão de vacinação.
 
Na avaliação do secretário, a parceria entre Estado e municípios é fundamental para garantir que a febre amarela não contamine humanos na Bahia. “Não temos nenhum caso confirmado em seres humanos em nosso estado e um dos motivos é que atuamos de modo preventivo, conforme determinação do governador Rui Costa”. 
Desde janeiro, acrescentou Vilas-Boas, "criamos um bloqueio vacinal nas regiões oeste, Extremo Sul e sudoeste do estado em virtude da situação epidemiológica da febre amarela no país, com a ocorrência de óbitos em São Paulo, Goiás e Minas Gerais, incluindo regiões que fazem divisa com a Bahia”. Ele apontou ainda o monitoramento de outras áreas pela equipe de vigilância estadual, como a que ocorre atualmente na região de Alagoinhas.
 
Devido à confirmação do primeiro caso de febre amarela em macacos na região de Calu, zona rural de Alagoinhas, o processo de vacinação foi intensificado, com a liberação de 100 mil doses extras da vacina. Duas outras notificações aguardam análise das amostras encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas (IEC), laboratório de referência do Ministério da Saúde. “Estamos investigando minuciosamente estes casos a fim de estabelecer a causa da contaminação dos macacos, visto que estão em uma localidade que fica a mais de 1 mil quilômetros dos municípios que tiveram casos confirmados em primatas não humanos”, ressaltou o secretário. 
 
Na avaliação do prefeito de Alagoinhas, Joaquim Neto, "ficamos apreensivos, mas, ao mesmo tempo, seguros e tranquilos porque o Governo do Estado, em parceria com o município, tomou atitudes imediatas. Assim que tivemos os primeiros sinais, conseguimos detectar o local da contaminação dos macacos e imunizamos a população de toda a localidade”.
Foto: Pablo Barbosa/Sesab
(Foto: Pablo Barbosa/Sesab)

Ações
 
Na região de Alagoinhas, as ações do Núcleo Regional da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), em sintonia com as secretarias de saúde dos municípios de Araçás e Alagoinhas, foram além da vacinação. A busca ativa de casos suspeitos em toda a área delimitada e a aplicação de inseticida utilizando o UBV (Ultra Baixo Volume) costal na área rural e o UBV veicular na sede são exemplos das intervenções das equipes de vigilância epidemiológica.
 
Com o objetivo de intensificar o monitoramento da área, a Sesab ainda implantou a notificação negativa diária de febre amarela, estabelecendo um fluxo de informação entre as unidades de saúde do município com o estado. Além disso, a Sesab recomendou a implantação da Sala Municipal de Coordenação e Controle com a participação das diversas secretarias municipais, sob a coordenação do estado, a fim de estabelecer e realizar ações intersetoriais de combate ao Aedes aegypti.
 
Boletim
Na Bahia, em 2017, até 1º de março, foram notificados 16 casos suspeitos em humanos de febre amarela em oito municípios (um em Itiúba; quatro em Coribe; dois em Itamaraju; um em Mucuri; um Nova Viçosa; três em Teixeira de Freitas; um em Ilhéus; um Feira de Santana) em duas pessoas residentes em Alagoas (que passaram por diversos locais na Bahia). Destes, sete foram descartados laboratorialmente (quatro em Coribe, um em Mucuri e dois de Teixeira de Freitas). O restante permanece em investigação.

Audiência Pública
Na audiência pública sobre Febre Amarela que ocorreu na Assembleia Legislativa da Bahia nesta terça-feira (7),  a diretora de Vigilância Epidemiológica do Estado, Maria Aparecida Araújo, apresentou os dados da doença no Brasil e na Bahia, ressaltando que no Estado não tem nenhum caso em humanos e destacou as ações da Vigilância no sentido de combater o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da febre amarela em pessoas. 
Ela explicou que, desde o alerta do Ministério da Saúde relacionando as regiões de risco na  Bahia, a vigilância epidemiológica tem trabalhado junto aos municípios na perspectiva de impedir um surto da doença no estado. 
Fonte: Ascom/Sesab