No Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado nesta terça-feira (21), a Secretaria da Educação do Estado promoveu uma mesa redonda sobre o tema, como parte do projeto ‘Março Mulheres – Mulheres que Transformam’. O encontro aconteceu no auditório do órgão, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, com a participação de servidores, e abordou a importância do debate nas diversas áreas da sociedade – institucionais, religiosas ou educacionais – para o enfrentamento e o combate à discriminação racial.

A historiadora e teóloga, Gisélia Cruz, destacou o significado da data para a representação social das mulheres. “Esse é um momento, principalmente para nós mulheres da diáspora africana, onde pensamos sobre a nossa resistência e enfrentamento do machismo e do racismo. Por isso, temos que compartilhar conhecimentos para sabermos como lidar com essa discriminação e tentar diminuir, a cada passo, um problema que resultou de 400 anos de escravidão e que consiste ainda mais forte entre as mulheres”.

Representando a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Dandara Pinho, a coordenadora da Rede de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa falou sobre as políticas públicas voltadas para o tema. “Hoje com muita luta, as mulheres pretas estão ocupando espaços de poder e se organizando, se empoderando e empoderando outras mulheres. E isso vem junto com a importância de fiscalizar a implementação de leis, como a obrigatoriedade da temática da ‘História e Cultura Afro-Brasileira’, por exemplo, nas escolas, que ampliam este reconhecimento”.

Para o professor e especialista em relações raciais, Basilon de Carvalho, “intelectuais negros podem abrir um diálogo em que temos um espaço produzido por negros, com palestrantes negros que estão expressando a sua fala. E isso é uma referência para os estudantes que podem se ver representados e, por consequência, almejar esses espaços de destaque na sociedade”.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado