Equipes da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), acompanhadas de policiais militares e de peritos da polícia técnica estiveram, nesta quinta-feira (23), na avenida Edgard Santos, em Narandiba, bairro da capital, em mais uma operação para identificar casos de fraude. A ação flagrou três lava a jato clandestinos e resultou na apreensão de equipamentos que evidenciam o desvio de água, além da condução de duas pessoas à 11ª Delegacia Territorial, situada no bairro de Tancredo Neves e responsável pela região.
 
Na semana passada, um prédio comercial com ligações clandestinas foi identificado na Avenida Sete de Setembro, em Salvador. Dois dias antes, uma operação no bairro de São Rafael, também na capital, flagrou três lava a jato e um prédio comercial consumindo água de forma irregular. Nos dois casos, as provas das fraudes foram recolhidas e os responsáveis irão responder judicialmente pelo crime de furto qualificado.
 
As ações têm apoio das forças de segurança. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) constata o crime e identifica as provas materiais. A Polícia Militar garante a segurança da operação e, nos casos de fraude, apreende os materiais utilizados e conduz os envolvidos para a delegacia de Polícia Civil mais próxima, que dá continuidade aos procedimentos.
Intensificação 
 
Com o objetivo de intensificar o monitoramento e a fiscalização dos casos de fraudes na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a Embasa levou às ruas 50 equipes de campo, que trabalham diariamente para combater o furto de água em suas redes. Com isso, cerca de 26 milhões de litros de água deixaram de ser desviados mensalmente por lava a jato clandestinos, em 2016, na RMS.
 
De acordo com o superintendente de serviços de água e esgoto da Embasa, Cesar Requião, o uso ilegal compromete o abastecimento de água e prejudica o cidadão. “Quem usa água de forma clandestina não se preocupa com o desperdício, o que prejudica o serviço. Além de prejudicar a distribuição na cidade, o furto de água obriga a Embasa a realizar mais investimentos para suprir o volume desviado. Estamos vivendo um período de poucas chuvas e os níveis de nossos mananciais estão baixos, por isso estamos intensificando estas ações. As pessoas podem colaborar denunciando e não dando apoio a qualquer fraude desse tipo”, afirma.
 
Crime previsto em lei  
A prática de furto de água é qualificada como crime contra o patrimônio, de acordo com o artigo 155 do Código Penal Brasileiro. A pena prevista na lei é reclusão de um a quatro anos, além de multa. Quem for pego em flagrante irá responder criminalmente. Caso o infrator seja maior de idade, será conduzido a uma delegacia onde o auto de prisão será lavrado. Os menores serão conduzidos para a Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI). A população pode denunciar os casos de fraude ligando para o teleatendimento da Embasa, no telefone 0800 0555 195.
Fonte: Ascom/Embasa