Depois de brilhar no Carnaval de Salvador, o Ilê Aiyê retoma as atividades socioeducativas na próxima segunda-feira (13), quando inicia oficinas gratuitas de percussão, dança e estética afro na própria sede, no Curuzu, e nos Centros Sociais Urbanos (CSUs) de Valéria e Mussurunga, em Salvador. 
As inscrições para o projeto estão abertas. Os interessados devem comparecer a um dos três locais onde serão ministradas as aulas para garantir a vaga. É preciso apresentar RG, CPF e comprovante de residência. As aulas fazem parte do Projeto Bloco Afro nas Comunidades, resultado de parceria entre a entidade e o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS).
De acordo com Caruso Costa, representante da Coordenação Estadual de Políticas para Juventude da SJDHDS, a iniciativa faz parte do Plano de Juventude Viva e também reforça o que defende o Programa Pacto Pela Vida (PPV). “Esse projeto traz impactos diretos e indiretos na vida dos jovens. Ele ensina uma profissão, complementa o conhecimento aprendido na escola e reforça valores morais. Tudo isso utilizando a penetração que o Ilê Aiyê já tem na vida deles”, explica Costa. 
Ao todo, 960 jovens, na faixa etária entre 15 e 21 anos, serão atendidos pelo projeto até o fim de 2017. Eles terão aulas práticas e teóricas para cada oficina escolhida e acesso à história do Ilê Aiyê, além de aperfeiçoar o relacionamento interpessoal. 
Valorização 
Para o presidente da bloco afro, Antônio Carlos dos Santos, conhecido como Vovô do Ilê, a parceria entre Governo do Estado e Ilê Aiyê promove a valorização e a ascensão do negro na sociedade e também aproxima o Brasil da África por meio da musicalidade. Ainda segundo ele, o conhecimento abrirá portas para os jovens de bairros populares.
“[O projeto] elimina o tempo ocioso, dá oportunidade de crescimento pessoal e profissional e, sem dúvida, reforça a autoestima desses jovens. Afasta da criminalidade, dá um sentido para a vida de muitos deles”, destaca. Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone (71) 2103-3400.
Repórter: Leonardo Martins