Depois do sucesso dos ensaios do bloco Cortejo Afro, que lotaram a Praça das Artes, no Pelourinho, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) anuncia nova ocupação artística em outro espaço estadual. Trata-se do Palácio da Aclamação, imóvel de 1912, localizado no Campo Grande e tombado como Patrimônio Cultural desde 2010. 
Cerca de 40 artistas, entre designers gráficos, escritores, arquitetos, fotógrafos, bordadeiras, artistas plásticos e visuais, vão ocupar o saguão principal do palácio nos próximos sábado (11) e domingo (12), sempre das 11h até 19h. Na ocasião, os artistas vão comercializar as peças criadas por eles. “Com o evento, queremos também criar uma rede de conexões entre artistas e pessoas que tenham o trabalho autoral em diversas áreas”, afirma um dos organizadores, Gilberto Monte. 
O projeto de dinamização de espaços do Ipac começou em setembro de 2015, quando o governador Rui Costa reabriu o Passeio Público. “Depois do Passeio, reformamos três estacionamentos, aumentando a oferta para 286 vagas para carro e 70 para motos no Pelourinho”, explica o diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira. 
Segundo o diretor-geral, além de reformas, o projeto de dinamização do Ipac prevê parcerias com grupos artísticos, como Ativa e Movement Continuum, além instituições públicas e empresários. “O gestor de espaços públicos precisa ter criatividade e parcerias para mantê-los em manutenção e com utilização plena do público”, afirma João Carlos.
No Pelourinho, o Ipac possui largos, praças, museus e mais de 150 imóveis. No Campo Grande, Aclamação e Passeio Público. MAM/Unhão (Avenida Contorno), Palacete das Artes (Graça) e MAB (Corredor da Vitória) também são do Ipac. No interior, os museus dos Humildes (Santo Amaro), do Recôncavo (Candeias) e o Parque Castro Alves (Cabaceiras) pertencem ao instituto.  O Ipac está aberto a novas parcerias e projetos de dinamização. Além de ações artísticas podem acontecer feiras, ações educativas e sociais.