Espetáculo concebido a partir de coreografias criadas pelos próprios bailarinos da companhia, o projeto Endogenias, do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), volta a cartaz neste sábado (25) e domingo (26), na Sala Principal do TCA, às 20h. A apresentação, com a plateia no palco, terá a estreia da coreografia DAN, concebida e dirigida por Rosa Barreto, que propõe uma reflexão sobre a dualidade no mundo, a partir da simbologia afro-brasileira de Oxumaré, orixá ambíguo por pertencer à água e à terra, sendo macho e fêmea. 
Além de DAN, o BTCA se apresenta no sábado (25) com as coreografias ‘Youkali’, de Konstanze Mello, livremente inspirado na obra de Bertolt Brecht e Kurt Weil, ‘Cabaré Youkali’, e ‘De Lírios’, de Tutto Gomes, tendo como ponto de partida o Movimento Armorial (anos 1970), liderado por Ariano Suassuna. Já no domingo (26), o público confere ‘Generx’, de Leandro de Oliveira, que aborda a identidade de gênero e a sexualidade – a criminalização, o preconceito, a tolerância e a celebração, e novamente DAN. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).
Foto: Rana Tosto
(Foto: Rana Tosto)
O diretor artístico do BTCA, o bailarino, coreógrafo e professor Antrifo Sanches, explica que o projeto Endogenias, criado em 2016, tem a ver com a qualidade daquilo que se origina no interior de um organismo, de um sistema, ou que se desenvolve pela influência de fatores internos. Endogenias remete a um processo de crescimento do próprio Balé, que parte do interior para o exterior, e se apresenta como um todo, numa cena inteira bastante contemporânea. 
“Vigor e ousadia, para sair da zona de conforto, foram as palavras de ordem que nortearam a concepção dessa proposta, que o público confere muito de perto e até mesmo interage em alguns momentos”, explica Sanches. A montagem não é recomendada para menores de 18 anos, por conter cenas de nudez e conteúdo sexual. O BTCA é mantido pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult), por meio da através da Fundação Cultural (Funceb).

Fonte: Ascom/TCA