As atuações do Grupo Antibombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar da Bahia e do Departamento de Polícia Técnica, em eventos envolvendo explosivos foram debatidas no primeiro Projeto DPT ‘Café com Ciência’ deste ano. Com o objetivo de garantir uma atuação ordenada e integrada das forças, que atenda às medidas de segurança, a atividade foi dividida em apresentação teórica e simulação dos explosivistas do Bope.

“Conhecer a atuação do Bope nos possibilita avaliar o risco de manipulação destes materiais, sobretudo, em locais de crime”, disse o coordenador de Química Forense da Polícia Técnica, Augusto Souza, ao ratificar a importância de evitar o transporte e armazenamento destas cargas explosivas.

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Os materiais coletados podem ser identificados por meio de reações químicas colorimétrica
(Fotos: Ascom-DPT)

Além da perícia realizada no local, o DPT atua ainda com a Coordenação de Química na identificação das substâncias usadas nos artefatos. Os materiais coletados podem ser identificados por meio de reações químicas colorimétricas, com que reagentes apontam, via sua coloração, quais substâncias estão presentes na amostra.

Além disso, métodos instrumentais com o auxílio de equipamentos como o Infra Vermelho com Transformada de Fourier, Cromatógrafo a Gás acoplado a Espectrômetro de Massa e Fluorescência de Raio X que identificam, respectivamente, nitrato de amônio, óleo mineral e componentes metálicos, presentes nos explosivos.

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Os componentes que formam um explosivo e sua capacidade de destruição foram apresentados pelo Bope, durante o evento, na terça-feira (31), na sede do DPT, em Salvador, como instrumento de prevenção de incidente, principalmente para aqueles profissionais que chegam primeiro no local. “Quando identificar um explosivo, a melhor conduta é isolar a área e chamar a equipe especializada para neutralizar o artefato”, explicou o comandante da Companhia Antibombas do Bope, capitão Érico de Carvalho.

Durante o simulado houve a detonação de uma espoleta para apontar quais os danos apenas este componente pode causar e realizada uma aproximação para identificação e neutralização de um artefato explosivo. Foram utilizados o Robô e o canhão disruptor que emite um jato de água pressurizada no artefato.

Fonte: Ascom/Departamento de Polícia Técnica (DPT)