Um acordo de cooperação internacional entre a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), o Ministério da Saúde e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control – CDC), dos Estados Unidos, será firmado para intensificar as investigações dos 64 casos notificados de mialgia aguda, cuja causa ainda é indefinida. 
Os detalhes foram discutidos nesta quarta-feira (1º), em reunião que teve a presença do secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, e dos representantes do Ministério da Saúde, Wildo Navegantes, e do CDC, Raquel Miranda e Amy Kasper. De acordo com o subsecretário da Saúde do Estado, Roberto Badaró, que também esteve presente no encontro, a escolha do CDC se deu em função de experiências anteriores bem-sucedidas, a exemplo da Síndrome de Guillain-Barré (SGB), Zika e suas associações. 
O subsecretário explica que o primeiro passo será sistematizar os trabalhos, criar protocolos e definir fluxos para realizar a pesquisa. “Será preciso revisitar prontuários e analisar o banco de dados construído nestes dois meses e, se necessário, ouvir os pacientes e profissionais de saúde que atenderam estas pessoas”, afirma Badaró.
Na avaliação de Vilas-Boas, a cooperação com agências internacionais visa acelerar as investigações. “O objetivo da parceria com o CDC é somar esforços com os institutos de pesquisa brasileiros, a exemplo da Fiocruz, que estão analisando os casos”, pontua o secretário.
Casos
Entre 14 de dezembro de 2016 e 24 de janeiro de 2017 foram notificados 64 casos suspeitos de mialgia aguda. Destes, 60 apenas em Salvador. Os municípios de Vera Cruz, Dias D’Avila, Camaçari e Alcobaça registraram um caso cada. No entanto, do total de notificações, apenas 33 se enquadram na definição de casos suspeitos de mialgia aguda súbita. 
Os sintomas são dor muscular intensa, de início súbito, acometendo principalmente a região cervical e de trapézio, associada a dores nos braços e/ou dorso, coxas, panturrilhas sem causa aparente e elevação de creatinofosfoquinase (CPK).
Fonte: Ascom/Sesab