Estratégias de médio e longo prazo, além de ações emergenciais, para o combate ao vírus zika e outras arboviroses estão sendo discutidas por técnicos de diversas áreas do Governo do Estado no Cimatec, em Salvador. Nesta terça-feira (14), os profissionais debatem no assunto em um workshop. 
A intenção do workshop é elaborar uma minuta do documento de referência para o ‘Plano de ação Multisetorial para enfrentamento do zika e outras arboviroses no estado da Bahia, 2017 – 2019’. As proposições serão feitas pelos profissionais em grupos de trabalho divididos em sete temas, como gestão, meio ambiente, vigilância epidemiológica e controle vetorial. O encontro segue até quarta-feira (15). 
De acordo com o subsecretário da Saúde do Estado, Roberto Badaró, o objetivo é buscar novas maneiras para o enfrentamento ao principal vetor do zika, o mosquito Aedes aegypti. “O planejamento é essencial para que não haja problemas na execução das ações”, afirma. 
O subsecretário enfatiza que esse é o tipo de trabalho que não pode ser feito apenas pelos setores da saúde. “Não é uma responsabilidade apenas do ministério e das secretarias da saúde. Por isso a importância de envolver outros setores do governo e da sociedade”, comenta Badaró.

Dados de arboviroses
Em 2017, até o dia 7 de fevereiro, foram notificados 273 casos suspeitos de zika, 1.196 casos suspeitos de chikungunya e 1.830 casos prováveis de dengue no estado da Bahia. Ao todo, quatro óbitos por dengue foram confirmados nos municípios de Ilhéus, Buerarema, Itabuna e Candeias.

Fonte: Ascom/Sesab