No mês de janeiro, a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO), vinculada à Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), registrou o maior número de transplantes renal e hepático dos últimos 10 anos, em um único mês. Foram oito transplantes de fígado, sendo um duplo (fígado e rim), e 16 transplantes de rim com doador cadáver, além de mais dois com doadores intervivos, totalizando 18 procedimentos. A Central registrou também oito transplantes de medula óssea e 33 de córneas.
Segundo América Carolina Sodré, coordenadora da CNCDO, no mesmo período no ano passado, foram contabilizados seis transplantes de rins e apenas um de fígado. O número recorde de transplantes efetivados em janeiro foi possível graças à solidariedade das famílias de 11 pessoas que tiveram a confirmação de morte encefálica de seus parentes e autorizaram a doação de múltiplos órgãos, superando o número registrado em janeiro do ano passado – nove doações de múltiplos órgãos.
Dados da Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (Coset), da Sesab, indicam que o número de pessoas que resistem a autorizar o transplante de órgãos de parentes, na Bahia, ainda é muito alto. De cada 10 famílias baianas, apenas três autorizam o procedimento após o falecimento do parente, enquanto a fila de quem depende deste ato de solidariedade tem crescido nos últimos anos. Para alterar essa realidade, a Sesab mantém ações permanentes de sensibilização e orientação à população.
Nesta terça-feira (2) foi registrada a primeira doação de múltiplos órgãos de fevereiro. O doador foi um jovem de 22 anos, vítima de traumatismo crânio encefálico (TCA), internado no Hospital do Subúrbio, em Salvador. 
Fonte: Ascom/Sesab

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