A TVE Bahia já transmitiu mais de 45 horas, em alta definição, da maior festa de rua do planeta. Além da transmissão completa do Campo Grande e entradas do circuito Barra-Ondina, a emissora é a única que transmite ao vivo os shows do Largo do Pelourinho. Há ainda mochilink no Palco do Rock, na Barra e no carnaval dos bairros.

Mais de 200 profissionais estão envolvidos na transmissão da emissora baiana que mais dedica espaço na programação ao Carnaval. Além das câmeras, um drone e uma grua são utilizados para enviar ao telespectador todas as emoções da festa. O Carnaval da Bahia é exibido para 21 estados brasileiros por meio da Rede Pública de Televisão, que tem na TV Brasil a principal fornecedora de conteúdo, atingindo um público de 100 milhões de pessoas.

"Este ano fizemos uma transmissão muito comentada e valorizada pelas pessoas. E foi para isso que trabalhamos: para surpreender as pessoas e mostrar toda essa diversidade do Carnaval da Bahia. Inclusive, não só no Campo Grande, Pelourinho e Barra-Ondina, mas também exibimos conteúdos de cidades do interior do estado, como Porto Seguro, onde a festa é muito forte, e aquelas de tamanho médio e pequenos", explica o diretor-geral do Instituto de Radiodifusão do Estado da Bahia (Irdeb), Flávio Gonçalves. Até as 2h de Quarta-feira de Cinzas (1º), a emissora vai completar 60 horas de transmissão.

Segundo o diretor-geral, essa foi a maior transmissão, não apenas em função da quantidade de horas, mas principalmente pela diversidade. "Esse foi o reconhecimento que a gente ouviu das pessoas nas ruas, de artistas e de pessoas de todo mundo que acompanharam a transmissão pela internet e pelas emissoras parceiras da TVE, que exibiram esse conteúdo. Estamos muito satisfeitos e tenho certeza que foi mais uma transmissão que marcou a história da TV pública aqui da Bahia”.

Foto: Sergio Isensee/Irdeb
(Foto: Sergio Isensee/Irdeb)

Todo o conteúdo está disponível também no site O Canal do Carnaval e pelo Facebook.com/tvebahia. Em 2017, a TVE homenageia os 50 anos do Tropicalismo a partir do trabalho do artista plástico J. Cunha, escolhido para assinar a identidade visual da emissora durante a folia. Cunha desenhou, por mais de duas décadas, as estampas dos exuberantes tecidos usados por homens, mulheres e crianças do bloco afro Ilê Aiyê, um dos mais importantes no resgate da tradição afro-brasileira. 

Repórter: Anna Larissa Falcão