Depois de passar por um dos portais de abordagem da Polícia Militar, no bairro do Garcia, o turista mineiro Pedro Gonçalves disse que se sente mais seguro na folia. "É a primeira vez que venho no Carnaval da Bahia e aproveitei para conhecer o Campo Grande hoje. Já passei por outro portal desse ontem, na Barra, e fico tranquilo de ser revistado. O importante mesmo é a garantia que a gente tem de que as pessoas não vão vir para as ruas mal intencionadas, armadas ou qualquer coisa parecida. Estou encantado com tudo em relação ao Carnaval da Bahia. É uma maravilha", afirma o empresário mineiro
Além do efetivo das forças de segurança pública patrulhando todos os circuitos e entorno da festa, os 46 portais de abordagem montados nos principais acessos à festa controlam, 24 horas por dia, as entradas e saídas, mobilizando cerca de 500 policiais. Além dos detectores de metal, os foliões são monitorados por câmeras de segurança que estão acopladas às estruturas. Tudo é transmitido em tempo real para os profissionais do Centro de Operações e Inteligência – 2 de Julho.
Para garantir a tranquilidade da festa, os foliões estão proibidos de entrar nos circuitos portando objetos como facas, armas de fogo, tesouras, o acessório conhecido como ‘pau de selfie’ e outros itens. De acordo com o comandante de Operações Policiais Militares, coronel Paulo Uzêda, 242 objetos proibidos já foram apreendidos em quatro dias de folia. "Tudo aquilo que possa causar dano ou lesão é apreendido, desde um simples garfo, que é um utensílio de mesa, a armas que foram produzidas com interesse de causar este tipo de lesão. O objetivo é dar segurança ao folião, seja baiano ou turista, nos circuitos e garantir um Carnaval de paz", explica. 
Em relação ao último Carnaval, o coronel Paulo Uzêda acrescenta que houve diminuição no número de objetos apreendidos. "A essa altura, no ano passado, já tínhamos algo em torno de 400 [itens]. Isso mostra que as pessoas já estão afetadas pelos portais e até aqueles que pretendem fazer o mal sentem que não vão conseguir mais passar". 
A segurança não é sentida apenas por quem curte a festa, a vendedora de cachorro-quente Noemi de Jesus também fica mais tranquila. "A gente tem visto menos confusão. Eu trabalho no Carnaval do Campo Grande há quase dez anos e agora fico feliz de saber que ninguém vem armado. Melhora até o movimento, porque quando tem muita briga, as pessoas compram menos", comemora Noemi.
Repórter: Anna Larissa Falcão