Com o slogan ‘Balance, mas não caia. Aumente a alegria reduzindo os danos’, o Bloco da Redução de Danos, promovido pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social  (SJDHDS) e a rede de atenção psicossocial, chega em 2017 à sétima edição. A iniciativa busca promover reflexão sobre o uso abusivo de álcool e outras drogas e a prevenção às infecções de DSTs/Aids. Já tradição na folia baiana, a saída é realizada na quarta-feira (22), primeiro dia da festa, no Circuito Dodô (Barra-Ondina).

A SJDHDS, por meio do Programa Corra pro Abraço, investiu R$ 15 mil para garantir a realização do bloco neste ano. “O Bloco da Redução de Danos é uma das diversas ações realizadas pelo Governo do Estado para alertar as pessoas sobre a importância de brincar, mas com responsabilidade, adotando hábitos conscientes e cuidados para garantir um Carnaval tranquilo", afirma o secretário da SJDHDS, Carlos Martins. 
Atitudes como beber água, usar camisinha e evitar o compartilhamento de objetos são algumas das dicas inerentes à política de redução de danos. Para as abordagens com os foliões durante o desfile serão distribuídos preservativos, adesivos, porta-documentos, ventarolas e canecas com mensagens sobre redução de danos, além da troca de latas de cerveja vazias por água mineral, incentivando a hidratação e diminuindo a chance de intoxicação pelo álcool. 
O desfile inclui também o som instrumental e percussivo da fanfarra ‘Os Turunas’, que animará o bloco com marchinhas de Carnaval famosas e composições criadas pelos usuários dos serviços.
Histórico 
O Bloco da Redução de Danos é uma junção de esforços de pessoas de diferentes serviços governamentais e da sociedade civil. Idealizada há sete anos pelo Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas da Universidade Federal da Bahia (Ufba), a iniciativa em 2017 incorporou a SJDHDS como maior investidora, por meio do Programa Corra Pro Abraço.
“A criação se inspirou numa experiência da Fiocruz que saia do Garcia ao Campo Grande, o Bloco da Camisinha, que tinha o interesse em proteger as pessoas da infecção pelo vírus HIV. Ou seja, um ato político atrelado a uma prática técnica. Naquela época, vimos o movimento e pensamos que poderíamos ampliar e criar o Bloco da Redução de Danos”, revela o psicanalista Dr. Antônio Nery Filho.

Fonte: Ascom/Programa Corra pro Abraço