Representações de diversos países da América Latina e do mundo estão reunidas no Fórum Social das Resistências, que ocorre em Porto Alegre (RS), até este sábado (21). O encontro debate a conjuntura política, social e econômica do planeta, além das questões ambientais da atualidade, construindo alternativas de superação dos principais desafios nestas áreas. Uma delegação baiana de treze lideranças participa das atividades.

Um dos destaques foi a plenária "Democracia e direitos dos povos e do planeta", que teve como um dos principais objetivos a construção de estratégias de fortalecimento das organizações civis brasileiras na defesa de suas bandeiras. Foram levantadas proposições nas temáticas da democratização da comunicação, saúde, povos de matriz africana, educação, problemas climáticos, reforma política, sustentabilidade, dentre outras.

“Entendemos que é preciso reorganizar as forças progressistas, que visam a construção de um outro mundo. Procuramos fazer uma resistência ainda mais expressiva, não somente no campo ideológico, mas também nas ações. É a ressignificação das lutas, a busca de uma nova economia, onde a diversidade humana tem diversas formas de contribuir com as nações”, considerou Danien Hazard, do Coletivo Fórum Social Baiano e da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong). Ele ressaltou que as atividades são uma ampliação das discussões do Fórum Social Mundial (FSM).

Na programação constam análise de conjuntura, atos pela democracia e garantia de direitos dos povos tradicionais, além de assembleias. Representações do movimento negro baiano e nacional integram as discussões. “Levaremos para a Bahia os principais destaques do encontro. Estamos inseridos no evento através de diversos segmentos da luta racial. Temos aqui as religiões de matriz africana, o hip hop, a juventude e as mulheres negras. Para nós, portanto, é uma incidência salutar”, disse Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen).

A titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, que acompanha a programação, ratificou o compromisso do Governo do Estado no incentivo aos debates da sociedade civil organizada. “Temos atuado na construção das relações institucionais e fortalecimento do diálogo. A luta antirracista, protagonizada pelo movimento negro, assim como a defesa dos povos tradicionais, convergem com a nossa missão enquanto organismo governamental que articula políticas públicas nestas frentes”, disse a gestora. A secretária participou, ainda, de reuniões dos coletivos brasileiros e do Conselho Internacional do FSM. No encontro, além do Brasil, estiveram representantes da Tunísia, Marrocos, Canadá, Cuba, Bélgica, Áustria, Espanha e França.


Fonte: Ascom/Sepromi