A proximidade do verão lota as praias de Salvador, e o aumento na quantidade de banhistas faz crescer também o número de afogamentos. Segundo dados do Grupamento Marítimo de Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (GMAR), foi registrado em 2015 um aumento de 30% no número de ocorrências entre o inverno e verão. Para diminuir a quantidade de acidentes neste ano, o grupamento salva-vidas tem reforçado as ações para aumentar a segurança nas praias de Salvador.

O subcomandante do GMAR, Major Rogério Cerqueira, explica os procedimentos prestados pelo grupo. “São serviços de prestação de socorro, busca e resgate de cadáveres, vítimas de afogamento primário, que é o mais comum, e o secundário, quando causado por um incidente ou patologia. Nós agimos desde a praia de São Tomé de Paripe, seguindo pelas praias do subúrbio, cidade baixa, até a Pituba, por cerca de 40 km de orla. É um trabalho contínuo, principalmente nesse período, quando temos mais turistas e visitantes do interior do estado”, afirma.

A grande importância do serviço prestado pelo GMAR é reconhecida pela população, como afirma o motorista Marcos Santana, de 37 anos. “Às vezes a gente esquece da força da maré. A presença dos salva-vidas nos deixa mais seguros, sem dúvidas. Eu tenho um filho de 15 anos e sempre que ele vem, ele cai no mar. É fácil perder a noção e entrar com a maré cheia e se afogar. É um alívio grande para a população ter essa segurança nas praias nas nossas horas de lazer”.

O grupamento conta com um efetivo de 42 bombeiros e está equipado para realizar serviços de busca e mergulho, resgates com tubo de salvamento e pranchão, e executar procedimentos com moto aquática, bote inflável e quadriciclo. No entanto, o tenente Joel Adriano explica que a forma mais eficaz de socorro são a prevenção e orientação à população. “O ideal é que os banhistas fiquem sempre o mais próximo possível dos postos salva-vidas, se informem sobre o nível das águas e evitem bebidas alcoólicas antes de entrar no mar. Outra questão importante é prestar atenção nas crianças, porque elas se perdem com facilidade”, aconselha.

O tenente fez ainda um apelo à população com relação ao mergulho em rios. “Salvador e Região Metropolitana são banhadas por vários rios com braços que entram nas comunidades e as pessoas se aventuram nas águas sem cuidados, o que representa um risco enorme de afogamento. Os rios têm pouca visibilidade, nem sempre é possível enxergar o fundo. Também, por terem menor densidade que os mares, o que faz com que as pessoas afundem mais facilmente”.


Repórter: Tácio Santos