Para socializar experiências exitosas desenvolvidas por unidades da rede estadual de ensino, foi realizado, nesta quinta-feira (5), o 1º Seminário de Práticas Pedagógicas, no Centro Educacional Carneiro Ribeiro – Escola Parque, em Salvador. Com o tema “Um Mosaico de Saberes e Fazeres”, o evento reuniu depoimentos e exposições que mostraram um pouco dos métodos pedagógicos que têm ajudado no rendimento escolar em sete unidades de ensino na capital e no interior (Sobradinho e Presidente Tancredo Neves). A intenção da Secretaria da Educação é que as experiências compartilhadas neste encontro e nos próximos seminários façam parte de uma coletânea e sejam disponibilizadas para toda a rede estadual de ensino.

 

A abertura do evento contou com a participação da presidente do Conselho Estadual de Educação, Anatércia Contreiras, do diretor-geral do Instituto Anísio Teixeira (IAT), Severiano Alves, e do secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, que, na oportunidade, destacou o papel da comunidade escolar no desenvolvimento de projetos estratégicos que melhorem o desempenho em sala de aula. “Este é o desafio da educação. Quando a escola se envolve, se tornando o ambiente de sinergia entre a escola e a vocação. A escola é o centro de despertar de vocações, de estímulos. Disso nascem as escolhas, direcionamentos e caminhos que podem levar os estudantes para uma ação um pouco mais adiante, seja para a formação superior ou no mercado de trabalho. Portanto, se dá inclusive rompendo os padrões tradicionais”.

Um dos casos de sucesso apresentados durante o evento foi o do Colégio Estadual Luiz Fernando Macedo Costa, no bairro de Cajazeiras VII, em Salvador, que por meio de um conjunto de ações desenvolvidas por alunos e professores, saltou de 2.8 para 4.7 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Seminário
(Foto: Carol Garcia/GOVBA)

De acordo com a vice-diretora, Silvia Perez, no local são realizados projetos permanentes como o de matemática, que utiliza figuras geométricas em tamanho ampliado; o de educação ambiental, com horta e paisagismo utilizando garrafas pet e pneus; e o de xadrez, que estimula o raciocínio lógico dos jovens. “Também temos as olimpíadas com vários esportes, o nosso The Voice (competição musical), o Concurso de Beleza Negra, que melhora a autoestima dos alunos, além de jogos recreativos nos intervalos das aulas”. A gestora disse ainda que será realizada uma atividade voltada aos pais para que eles compreendam melhor o comportamento dos filhos nesta fase da vida. “Será uma palestra sobre educação sexual e alteração hormonal na adolescência”, explicou.

Aos 12 anos, Caíque Conceição, aluno do 6º ano, dá show de conhecimento sobre botânica e preservação da natureza. Aprendizado que ele atribui à rotina de cultivar hortaliças com a professora Silvia e os demais colegas. “Eu acho muito legal, porque me divirto e ao mesmo tempo estudo, em vez de ficar na rua fazendo coisas que não devo, estou na escola aprendendo coisas divertidas e diferenciadas”.

Cheia de energia, Lucicleide Moreira, 13, também não se preocupa em sujar as mãos na terra e depois ver o resultado do empenho. “A professora ajuda muito a gente. Desde que comecei a fazer as coisas na horta, venho aprendendo muito sobre plantação. Coisas que não sabia”.

Seminário
(Foto: Carol Garcia/GOVBA)

Educação integral

Aproximadamente 280 jovens estão matriculados no Ensino Fundamental 2, do Colégio Luiz Fernando Macedo Costa. A melhora no desempenho, segundo o diretor, Ivandro Silva, começou quando o colégio aderiu a educação em tempo integral, em 2014. “Percebemos que era um desejo da escola essa transformação. Tudo culminou com o resultado que estamos vendo”.

De acordo com a diretora de Educação Básica, da Secretaria da Educação do Estado, Edileuza Neris, entre os critérios que levaram as experiências a serem apresentadas durante o seminário estão o avanço das unidades de ensino no Ideb e o impacto que cada iniciativa obteve junto à comunidade escolar. “Temos experiências de naturezas diversas como as que têm foco na gestão, no tratamento à área do conhecimento, a exemplo das ciências humanas. Também temos experiências que foram reveladas a partir do trabalho feito em cursos profissionalizantes, além da escola familiar agrícola, que trata do currículo. São experiências diversificadas que, juntas, nos dão um panorama da potencialidade que a rede tem para produzir conhecimento”.

Seminário
(Foto: Carol Garcia/GOVBA)

Repórter: Jhonatã Gabriel