A produção de infográficos está mudando a realidade dos estudantes do Colégio Estadual de Malhada de Pedras, a 562 quilômetros de Salvador. Tudo começou quando o professor Francisco Benevides, da disciplina de Língua Inglesa, percebeu uma dificuldade dos alunos em reconhecer, interpretar, extrair informações e se posicionar criticamente ao se depararem com questões elaboradas a partir do novo gênero textual infográfico. A partir daí decidiu desenvolver o projeto de leitura ‘Práticas que educam para a saúde’, com o tema ‘Sexualidade e gravidez na adolescência’. Francisco é um dos homenageados neste mês em que é celebrado o Dia do Professor (15 de outubro).

O projeto reúne, em gráficos, informações de pesquisas realizadas pelos estudantes, o que, para o educador, facilita a leitura dos resultados. A atividade possibilita a promoção das manifestações juvenis através de mídia eletrônica e vem contribuindo para a prática pedagógica, explorando a autonomia, a curiosidade e a produção de conhecimentos produzidos pelos estudantes.

A estudante do 3º ano do Ensino Médio, Lohana Guimarães, destaca a importância do trabalho desenvolvido pelo professor para a sua vida. “Adquiri conhecimentos na área de Produção Gráfica, compreendi como funciona o trabalho de pesquisadores e o quão significativos são. Além disso, pude constatar o nível de conhecimento dos entrevistados em relação à sexualidade, à gravidez e às DST’s. A vivência no projeto nos fez despertar para a necessidade de uma inadiável intervenção, com o objetivo de proporcionar esclarecimentos precisos na área da Educação Sexual”.

Everton Santos do Vale, 3º ano do Ensino Médio, salienta que “as aulas do professor Francisco são ótimas e divertidas. Ele dá ótimas explicações dos conteúdos e todos participam dos trabalhos propostos por ele. As aulas são muito boas”.

“O sentimento mais recorrente é a felicidade, pois esta prática promoveu transformações significativas na vida dos estudantes. Primeiramente por ter contribuído para a formação identitária e coletiva dos alunos. Em segundo, por perceber que o projeto atingiu o seu objetivo. Possibilitou a construção da autonomia na busca e produção de saberes, além da mudança de posicionamento dos estudantes com relação à sexualidade”, declara o professor.

Fonte: Ascom/Educação