Estudar História nunca foi tão divertido para os estudantes das turmas da professora Zeny Nunes, da Escola Estadual Maria José de Lima Silveira, situada em Sobradinho, município do Vale do São Francisco. Em suas aulas e projetos, ela destaca a cultura regional e desperta nos estudantes o sentimento de pertencimento sobre o meio em que vivem. É por esta razão que a docente é uma das homenageadas neste mês em que se comemora o Dia do Professor (15 de outubro).

Por meio do projeto ‘Manifestações religiosas para o fortalecimento do elo entre as comunidades’, os estudantes foram levados a discussões sobre intolerância religiosa e debateram questões como o direito a livre expressão da fé, com o objetivo de promover o respeito e o reconhecimento às diferenças. O estímulo à iniciação científica e a dedicação da professora resultaram na seleção do projeto dos estudantes para participarem da 22ª Feira Internacional de Ciências Jovem, que será realizada no mês de novembro, em Recife (PE).

A professora Zeny Nunes afirma que a participação dos estudantes no trabalho cumpriu o seu papel de fortalecer a ligação entre a população de diferentes localidades e, acima de tudo, significou a mudança de paradigmas entre os alunos. “Eles interagiram com as comunidades e entre si, passando a enxergar a beleza e o valor histórico de cada religião, contribuindo, assim, para a sua formação cidadã. Acredito que, com este trabalho, sensibilizamos as comunidades escolares e do entorno, levando-as a formar uma consciência de preservação, respeito e identidade com os elementos místicos e símbolos religiosos”.

Professora Massa
Zeny Nunes se diz "realizada e feliz" porque "ser professor é descortinar horizontes".

Ellen Tiffany Moreira Santos, 14 anos, do 9° ano, conta que passou a gostar mais de História a partir das aulas de Zeny. “Uma professora como ela faz o ensino da disciplina muito divertido e proveitoso. Gosto muito dos projetos porque são estimulantes e tratam da nossa região”. Para Letícia Vitória Matias, 15, do 1° ano, a educadora é mais que uma professora, é uma amiga. “Estudo desde o 6° ano com ela e a acho uma fonte de inspiração porque nos incentiva a buscar novos conhecimentos além da sala de aula”. Victor Emanuel Agra Amando, 14, do 8° ano, também afirma que é a professora “é massa porque está sempre disposta a entender o lado do aluno, é uma pessoa que podemos contar a qualquer momento. Seja dentro da escola ou fora, porque visita nossas casas e conversa de forma amigável com nossos pais”.

Para a professora, este reconhecimento dos alunos é o que faz tudo valer à pena. “Ser professor é descortinar horizontes. É se encantar com o brilho no olhar dos meus alunos e me sentir realizada nesses pequenos instantes. É sentir um misto de satisfação e orgulho a cada atividade cumprida. É ver que os ensinamentos estão fazendo diferença na vida de cada um deles, emancipando-os e tornando-os cidadãos do mundo”. Ela se diz “realizada e feliz” quando vê seu aluno se destacando, “pois aí constato que a mediação entre professore o aluno se consumou plenamente. É uma sensação de missão cumprida. Torço para que esses aprendizados tenham uma continuidade dentro da sociedade que vivemos”.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do estado