Orquestra Juvenil da Bahia apresenta a Sinfonia nº 6 e A Sagração da Primavera em concerto que comemora o aniversário do Programa
Depois da bem sucedida Turnê Europa 2016, com mais de 13 mil expectadores em sete cidades de três países, a Orquestra Juvenil da Bahia volta ao Ciclo Beethoven. O projeto conta com patrocínio do Ministério da Cultura através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O próximo concerto da temporada da principal formação do Neojiba (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) marca os nove anos do programa. A apresentação acontece na sexta-feira (21), às 20h, no Teatro Castro Alves (TCA), sob a regência de Ricardo Castro, diretor geral e fundador do Neojiba. Os ingressos custam R$ 2 (meia) e R$ 4 (inteira) e podem ser adquiridos nos SACs dos shoppings Bela Vista e Barra, na bilheteria do TCA e pelo site www.ingressorapido.com.br.

“Chegamos no mês de aniversário do programa de Governo que tem aberto portas inéditas para a juventude musical brasileira. Nossa Orquestra Juvenil tem mostrado o caminho, quebrando paradigmas. Sendo composta por muitos jovens músicos multiplicadores, alguns ainda em estágio intermediário de desenvolvimento instrumental, a orquestra já participou de seis turnês internacionais, se apresentando com os maiores solistas da atualidade em salas de concerto que somente a elite mundial toca, e obteve grande sucesso de público e crítica”, ressalta o diretor fundador do Neojiba, Ricardo Castro, sobre a trajetória de nove anos do programa.

No concerto de aniversário, a Juvenil da Bahia apresenta a Sinfonia n° 6 Pastoral, de Beethoven, e o balé A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky. A primeira obra, a Sinfonia nº 6 Pastoral de Beethoven, é um marco na história da música ocidental. “Como em outras vezes, Beethoven nos apresenta coisas novas nessa Sinfonia. Ele é precursor, na Pastoral, da Música Programática do Romantismo, que é a música que conta uma história, mesmo sem letra, sem nenhuma palavra”, afirma Eduardo Torres, diretor musical do Neojiba.

“Eu sempre fiquei muito impressionado com essa Sinfonia nº 6, porque ouvindo a música temos a sensação de ver paisagens, de sentir a natureza”, acrescenta Ricardo Castro. A Pastoral foi escrita e estreada junto com a Sinfonia nº 5, em 1808, na cidade de Viena, hoje capital da Áustria; apesar das duas obras serem muito diferentes. Escrita em cinco movimentos, algo incomum na época, Beethoven ambienta a Sinfonia n° 6 no campo. A composição se inicia com o “O despertar dos sentimentos alegres com a chegada ao campo”, nome do primeiro trecho. Em seguida temos “Cena à beira do riacho”, segundo movimento em que as vozes da natureza são representadas pela orquestra. Os três últimos movimentos – “A alegre reunião dos camponeses”, “Tempestade” e “Canto dos pastores — Sentimentos de alegria e gratidão depois da tempestade” – são tocados sem interrupção e funcionam como o clímax e finalização da história.

Já A Sagração da Primavera representa uma ruptura profunda no modo de composição. Sua estreia em 1913, em Paris, escandalizou o público. “Stravinsky utilizou ritmos completamente assimétricos, juntou ao mesmo tempo harmonias estáticas com melodias folclóricas. Nunca se havia feito algo parecido”, conta Eduardo Torres. Balé escrito para a companhia de Sergei Diaghilev os “Ballets Russes”, a obra apresenta quadros da Rússia pagã em duas partes e conta a história do sacrifício de uma virgem para o Deus da primavera como garantia de boa colheita. “A Juvenil da Bahia vem sendo preparada ao longo desses 9 anos para este desafio. Já tocamos muito O Pássaro de Fogo, também de Stravinsky, e muitas obras inspiradas na obra dele, como Kabbalah, do Marlos Nobre, ou Sensemayá, do mexicano Silvestre Revueltas”, revela Ricardo Castro.