Em continuidade ao ciclo de debates ‘Cidadania Cultural em Debate”, será realizado, na quarta-feira (26), das 18h30 às 20h30, a 3ª edição do projeto, com o tema Infância e juventude: a cultura como chave para o desenvolvimento. Quatro mulheres vão compor a mesa, mediadas pela diretora de Cidadania Cultural, da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), Luísa Saad. A primeira convidada é Monique Evelle, fundadora da Desabafo Social, espaço que, desde 2011, realiza e compartilha práticas alternativas de direitos humanos da infância e da juventude, comunicação e cidadania, tendo recebido o Prêmio de Protagonismo Juvenil pela Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude. Monique, colocada entre as 25 negras mais influentes da internet brasileira, é também sócia-proprietária da Kumasi e da Tríade – Comunicação e Marketing Digital, além de curadora do Catarse, maior plataforma de financiamento coletivo do Brasil.

A iniciativa marca uma nova proposição da Secult, por meio da Diretoria de Cidadania Cultural (DCC), setor vinculado à Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), no sentido de incorporar em suas políticas perspectivas mais profundas das diversidades culturais. Os encontros, que são mensais, acontecem no auditório do PAF 5 da Universidade Federal da Bahia (Ufba), abertos ao público.
Também estará presente Ilka Bichara, graduada, mestre e doutora em Psicologia, professora associada da Ufba, atuando como pesquisadora e docente na graduação e pós-graduação. Tem experiência na área de Etologia e Psicologia do Desenvolvimento, focada principalmente nas temáticas de crianças e brincadeira, brincadeira e contextos culturais, brincadeiras em espaços urbanos. É atualmente diretora do Instituto de Psicologia da Ufba e coordenadora do GT “Brinquedo, educação e saúde” da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP).

Milla Carol é a terceira da lista. Estudante de Administração na Faculdade Regional da Bahia, é produtora da festa TOMBO – Empoderamento Feminino, que visa dar espaço e visibilidade para as mulheres nas noites soteropolitanas, e coprodutora da BATEKOO, que busca trazer as novas performances da juventude negra, através da estética e da arte. Militante pelo Coletivo Juventude Negra ENEGRECER e pela Marcha do Empoderamento Crespo.

Fechando o quarteto e também trazendo a perspectiva da atuação do poder público nesta área, estará Milena Mariz, educadora, psicóloga e artista da dança. Atualmente, trabalha na Fundação da Criança e do Adolescentes da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (FUNDAC/SJDHDS), com adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Mestre em Educação, cursando especialização em Psicologia Social, Milena tem interesses diversos que permeiam as áreas da educação e socioculturais. Há algum tempo, se dedica a conhecer estratégias pedagógicas que estabelecem metodologias diferenciadas de construção do conhecimento.

Cultura e cidadania

No Brasil, a Constituição Federal coloca os direitos culturais na categoria de direitos humanos fundamentais. Neste contexto, é essencial perceber o conceito de cultura em sua grandeza, que extrapola a produção cultural e artística e se sobressai quanto ao acesso a produtos: ela começa na possibilidade de que as pessoas possam afirmar e valorizar sua própria identidade, se reconhecer como parte de comunidades e da sociedade, além de ter sua integridade e liberdade de expressão protegidas.

O “Cidadania Cultural em Debate” propõe abrir o olhar para a urgência de que as políticas públicas culturais cumpram seu papel de contribuir para que a livre expressão das variadas manifestações humanas não seja empecilho para o pleno exercício da cidadania. A cada encontro, cidadãos em seu lugar de fala, representantes de movimentos sociais, ativistas, especialistas e gestores públicos dialogam com a plateia. Assuntos emergentes, que vêm repercutindo na vida pública de maneira expressiva, entram numa discussão que se compromete com a inclusão.

A edição inaugural, em agosto, trouxe o tema “Drogas lícitas e ilícitas: culturas, usos e usuários”; em setembro, foi a vez de “Cultura LGBT fora do armário: identidades e representações”. Depois desta edição de outubro, já estão agendadas “Culturas negras: proteção, afirmação e resistência” (23 de novembro) e “A mulher, os feminismos e a cultura machista” (14 de dezembro).

Fonte: Ascom/Secult