Quem ainda não viu a exposição ‘Templo de Oxalá’, do artista baiano Rubem Valentim, só tem até domingo (23) para conferir. A exposição que está em cartaz na Capela do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) reúne trabalhos que foram desenvolvidos a partir de elementos da cultura popular e do candomblé. As obras foram apresentadas pela primeira vez em 1977, na XIV Bienal de São Paulo. Dispostos em painéis e esculturas em madeira branca, conectam simbologia religiosa e geometria da arte moderna. A mostra recebe o público gratuitamente, das 13h às 18h.

Nascido em Salvador em 1922, o artista faleceu em São Paulo em 1991. Foi escultor, pintor, gravador e professor de artes plásticas. Desenvolveu seu trabalho a partir de elementos simbólicos da cultura popular e da semiótica afro do Candomblé. Valentim criou um diálogo entre a geometria da simbologia religiosa e a geometria formal de uma importante parcela da arte moderna, aproximando o que então podia ser considerado como "arcaico" daquilo que era visto como "moderno". Com isso, inseriu uma dimensão religiosa que atravessava a geometria formal, de certa forma humanizando e carregando de força simbólica sua racionalidade geométrica.

Em setembro, cinco esculturas de Valentim partiram do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), em Salvador, rumo ao Rio de Janeiro. As peças foram recebidas no pólo de difusão de cultura e arte Casa França-Brasil para compor a exposição Orixás. A coleção de Valentim possui 50 peças – 20 delas, esculturas -, algumas já emprestadas em outras ocasiões. “Devemos conhecer a força da criação dos nossos artistas”, comentou a diretora do MAM-BA. Regularmente, o Instituto do Patrimônio Artístico Cultural do Estado (Ipac) empresta peças do seu acervo para exposições e outras produções artísticas ou culturais.

Linguagem contemporânea

O MAM segue, em paralelo, com a mostra ‘40 anos de Linguagem Contemporânea’ até novembro deste ano. Foram selecionados pela curadoria 33 artistas que fazem parte do acervo. São eles: Chico Liberato, Juarez Paraiso, Edison da Luz, Juraci Dórea, Reinaldo Eckemberger, Sergio Rabivovitz, Mario Cravo Neto, Vauluízo Bezerra, Almandrade, Márcia Magno, Márcia Abreu, Cesar Romero, Ramiro Bernabó, Bel Borba, Guache Marques, Zivé Giudice, Florival Oliveira, Justino Marinho, J Cunha, Dicinho, Celeste Almeida, Murilo Ribeiro, Leonel Mattos, Caetano Dias, Ayrso Heráclito, Paulo Pereira, Márcio Lima, Pico Garcez, Pedro Archanjo, Beth Souza, Zau Pimentel, Daniela Steele, Iuri Sarmento.

Fonte: Ascom/Secretaria da Cultura do Estado (secult)