Um cientista erudito e curioso de nome ‘Jonas’, os gêmeos tagarelas ‘Gabriel’ e ‘Galileu’, a amorosa baiana de acarajé ‘Dona Zefa’, a jovem ‘sarará’ e vaqueira do sertão ‘Lourdinha, e o sedutor capoeirista de Salvador, mestre ‘Melaço’. Esses são os personagens que o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) apresentou, na tarde desta terça-feira (17), no Palacete das Artes, em Salvador, um de seus museus. O lançamento aconteceu na abertura do programa ‘Narrativas Patrimoniais – Diálogo, Fomento e Qualificação’, iniciativa do instituto em parceria com a Superintendência de Promoção Cultural (Suprocult) da Secretaria de Cultura do Estado (Secult).

Os personagens foram criados pela Assessoria de Comunicação do órgão. O desenho é do design Davi Freitas, concepção e produção do coordenador de Design do instituto, Helder Florentino, e a história de cada personagem concebida por Íris Leandro. “São personagens [inspirados] em comunidades existentes na Bahia que utilizaremos para levar o conhecimento científico produzido pelo órgão e para as campanhas de consciência participativa na área da educação patrimonial em todo o estado”, explica o diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira.

De acordo com ele, todas as atividades do órgão, como tombamento de bens culturais materiais, inventários e registros de bens intangíveis, vistorias e fiscalizações, obras e restaurações, entre outras, deverão ter ações complementares de educação patrimonial. “A participação consciente da população e de representações civis é fundamental para o sucesso das políticas públicas. Não adiantam todos os nossos esforços se não conseguirmos a parceria e o apoio efetivo da sociedade para a proteção aos patrimônios culturais”, enfatiza João Carlos de Oliveira.

Ele explica que os personagens devem utilizados ainda para estimular a prevenção, mostrando a importância dos bens culturais baianos em várias regiões, com o propósito de evitar vandalismo, auxiliando ainda na disseminação da política pública de proteção para os gestores municipais. Em relação às novas gerações, ele afirma que o contato com o conhecimento técnico é fundamental para que se tornem pessoas mais conscientes e participativas. “Só protege o patrimônio histórico-arquitetônico e o imaterial quem o valoriza, e só pode valorizá-lo quem conhece a sua importância e a sua história”.

Dezenas de outras ações de educação patrimonial também são empreendidas através dos Editais de Patrimônio do Ipac, com recursos do Fundo de Cultura. Palestras, cursos, treinamentos, produtos educativos como livros, videodocumentários e CD de educação patrimonial são produzidos via editais. Mais informações podem ser obtidas na Coordenação de Educação de Patrimonial (Cepa) do Ipac pelo telefone (71) 3116-6945 ou e-mails coad.ipac@ipac.ba.gov.br e cepa.ipac@ipac.ba.gov.br.

Fonte: Ascom/Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac)