Os 62 anos do Centro Estadual de Educação Pestalozzi da Bahia (Instituto Pestalozzi), no bairro de Ondina, em Salvador, foram celebrados, nesta terça-feira (24), com música e bolo por professores, educandos e as famílias. A comemoração também teve serviços, nas áreas de Audiometria, Dança, Educação Física, Enfermagem, Estética, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Odontologia e Pilates, oferecidos pelos parceiros da unidade da Secretaria da Educação do Estado, que beneficia 218 alunos.

Foi um momento inesquecível para Antônia Reis, 9 anos, que teve um ‘dia de princesa’ no espaço de estética. “Hoje estou tendo o meu dia de princesa! Ela é a minha massagista particular. Fico feliz quando estou no Pestalozzi porque gosto de eventos musicais e de informática”, disse a aluna que é autista. A mãe Leonice conta que elas são de Inhambupe, na região nordeste da Bahia, a 170 quilômetros da capital, e uma vez por semana traz a filha ao instituto. “Ela chegou [com] 3 anos. Não [falava], não aceitava o toque, não interagia. Hoje fala, canta, interage, é muito carinhosa, vive beijando e abraçando as pessoas e tem a maior facilidade para aprender inglês”, constata.

David Conceição dos Santos, 15, esbanjava alegria ao receber o ‘cafuné’ da esteticista. A mãe do garoto, dona Zeneide Conceição dos Santos, que acompanha o filho diariamente na unidade, destaca a importância da educação especial para o desenvolvimento dele. “Aqui é a minha segunda casa. Os professores e o diretor são excelentes, sempre muito atenciosos e acolhedores. Meu filho desenvolveu bastante, melhorou muito o comportamento e o aprendizado na escola regular”, afirma dona Zeneide. Já a professora do Pestalozzi, Rosemeire Oliveira, elogia. “David já faz contas de Matemática, aprendeu a escrever e melhorou o equilíbrio corporal e a motricidade”.

Para o diretor do centro, Ricardo Baqueiro, “a existência do Pestalozzi por seis décadas é a prova de que todos são capazes de aprender. Estamos na luta permanente pela inclusão dos direitos das pessoas com necessidades especiais, tendo como público-alvo pessoas com Transtorno do Espectro Autista [TEA]”. Segundo ele, “o instituto surgiu numa época de muita exclusão”. A professora Edmeire Costa reforça. “Faço parte desta escola de atendimento educacional especializado e a nós, professores, cabe o papel de suporte para que os alunos tenham bom desempenho na escola regular”.

Educação Especial

A rede estadual de ensino trabalha com Educação Especial na perspectiva da educação Inclusiva, com Atendimento Educacional Especializado (AEE). O Centro de Atendimento Educacional Especializado Pestalozzi da Bahia é uma das unidades que atendem a estudantes com Transtorno do Espectro Autista. A participação dos pais, mães, responsáveis e cuidadores, no acompanhamento da vida escolar dos filhos, é estimulada com atividades de arte, educação física, horta, informática, jogos pedagógicos, letramento, música e oficina de convivência.

Doze Centros de Educação Especial e seis instituições conveniadas atendem a 3.037 alunos com deficiência. No entanto, todas as escolas podem receber estudantes com deficiência a partir da solicitação dos pais ou responsáveis. A rede estadual tem 68 Salas de Recursos Multifuncionais, que oferecem multimídia e material didático para produzir conteúdos.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado da Bahia