A comunidade escolar do Colégio Estadual Marquês de Abrantes, no município baiano de Rio Real, a 197 quilômetros de Salvador, está mobilizada na luta contra o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, zika e chikungunya. Os estudantes do Ensino Médio protagonizam o projeto multidisciplinar ‘Na luta contra o Aedes aegypti: um pequeno gesto gera grande progresso’. Além da abordagem teórica sobre o tema, com orientação dos professores de todas as áreas do conhecimento, os alunos vão a campo para conscientizar a população a não deixar mais água parada e também recebem orientação de agentes comunitários de saúde.

“Por entendermos a escola como um espaço de aprendizagem e de debate e, portanto, primordial na resolução dos problemas sociais, compreendemos que a ação conjunta da nossa comunidade contribui no combate desse mosquito que causa doenças de alto grau de mortalidade ou de incapacitação, como a microcefalia”, justificou a vice-diretora e professora de Português e Redação, Maria de Fátima Oliveira.

O objetivo é fazer com que os alunos se comprometam no combate ao mosquito, adotando medidas preventivas, não apenas na escola, mas também em suas casas e no seu entorno. A aluna Andressa da Fonseca, 16 anos, 2º ano, é um exemplo de dedicação. “Nós, estudantes, estamos mobilizados e, consequentemente, iremos influenciar as nossas famílias, os nossos vizinhos, a população em geral, enfim, todos ao nosso redor. A nossa conscientização, acredito, motivará ações necessárias para exterminar esse transmissor que causa doenças perigosas”, disse.

Etapas do projeto

O projeto é executado uma vez por semana e conta com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Real, que disponibiliza agentes de saúde para acompanhar os alunos nas atividades. A iniciativa, que engloba várias ações, está organizada em quatro fases: aplicação de questionário, palestras sobre identificação e reprodução dos mosquitos com agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Real, passeata de conscientização pelas ruas da cidade com a comunidade escolar e vistoria, feita pelos estudantes, nos espaços do colégio.

“Com esse estímulo, desejamos que os alunos se apropriem da prática de combate ao mosquito. Uma ação que começa na escola e se estende para a casa de cada um de nós”, destacou a professora Maria de Fátima.

Mais ações no interior

Nas escolas do interior do estado também acontecem várias ações de mobilização para conscientizar a comunidade. Como no Ginásio Agro Industrial de Itapetinga, onde estudantes do 2º e 3º ano produziram um repelente caseiro à base de cravo, álcool e óleo corporal e distribuíram nos bairros onde moram. “Essa ação foi extremamente importante. Nossos alunos fizeram valer o protagonismo juvenil, pois, saíram dos muros da escola para levar às suas comunidades o conhecimento adquirido. É a escola fazendo seu papel social”, explicou a professora de Biologia, Rosineide Malta.

Os estudantes do ensino médio do Colégio Estadual Eraldo Tinoco, localizado no município Presidente Jânio Quadros, elaboraram cartazes com informações sobre os riscos das doenças causadas pelo mosquito e sobre como combatê-lo. “O objetivo foi chamar atenção para uma questão de responsabilidade social onde eles saíram da teoria e fizeram uma atividade prática para conscientizar”, afirmou o diretor, Demarques Portela.
Outras unidades escolares, como o Colégio Estadual Cândido Silveira Santos, localizado em Aracatu, e o Grupo Escolar Getúlio Vergas, em Mairi, também promovem atividades de conscientização com a comunidade.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado da Bahia