Um show histórico, que não é realizado há 17 anos, transformou a nova Concha Acústica do TCA em uma verdadeira máquina do tempo. Moraes Moreira, Baby do Brasil, Paulinho Boca de Cantor, Pepeu Gomes, Luiz Galvão e toda a trupe dos Novos Baianos levaram turistas e gente da terra a reviver momentos mágicos da música popular brasileira, neste domingo (15), no terceiro dia do Festival Eu Sou a Concha.

A urbanista paulistana Danielli Klintóvis, 35 anos, conhecia a Concha antes da reforma e aprovou o novo projeto. “Ficou incrível, com acústica excelente. Os shows estão muito organizados, vim todos os dias e não vi nenhum incidente. Faz 30 anos que eles não se reúnem, é emocionante vê-los aqui, assim como todos os outros artistas – Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Carlinhos, Baiana System. E ver os artistas baianos fazendo shows na Bahia é bem diferente de vê-los tocar em São Paulo, por exemplo. O público aqui tem uma energia diferente de qualquer outro lugar.

Meio baiano, meio turista, o músico Pietro Leal é de Vitória da Conquista, morou em Salvador e hoje vive em São Paulo. O que não faltam são histórias dele sobre a Concha Acústica e amor pela música dos Novos Baianos. “Eu morei a vida inteira ao lado da Concha, minha janela dava de frente para o palco. Quando minha bola caia aqui, eu pedia para o segurança para pegar, descia e via o palco, ficava encantado. Tive também a oportunidade de fazer três apresentações neste espaço com a minha banda, Pirigulino Babilake, então é uma emoção multiplicada”.

Ele conta que herdou o gosto pelos artistas com os pais. “Eu não nasci a tempo de ver os Novos Baianos nos anos 70, mas tenho a honra de estar aqui hoje para ver este show de perto. É um encontro inesquecível para a Música Popular Brasileira. É uma emoção por estar na Concha e por ver os Novos Baianos”.

Repórter: Raul Rodrigues