O Espaço Cultural Dona Neuza, em Salvador, sedia pela segunda vez o projeto ‘Ponto Sonoro’. Nesta edição, no primeiro dia, na sexta-feira (13), acontece a palestra com o produtor executivo Lindomar Luís, com o tema ‘Itinerância, promoção de novos artistas e formação de público’, a partir das 19h, com entrada gratuita. Já no sábado (14), acontece a oficina de técnicas de captação e pós produção de áudio, ministrada pelo produtor musical Richard Meyer, com inscrições encerradas no dia 6.

Ainda no sábado, a partir das 17h, o anfitrião Irmão Carlos recebe shows da banda Toco Y Me Voy, e o convidado de Maceió (AL), Wado. Paralelamente aos shows, na parte interna, acontece a feirinha musical, onde o público poderá comprar bottons, discos, camisetas, lanches, acessórios, entre outros artigos.

A iniciativa tem apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, mecanismo de fomento à cultura gerido pelas secretarias de Cultura do Estado (Secult) e da Fazenda (Sefaz). Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site do Espaço Cultural Dona Neuza, pela fanpage e pelo Instagram.

Sobre as atrações

Toco Y Me Voy se inspira na ideia de um ‘DNA’ comum a vários estilos da música do mundo, tais como os ritmos do Brasil e da América Latina, o rock, o reggae, o country, o jazz, a música francesa e do leste europeu. A partir desse instinto musical comum, pretende interligar as diferentes culturas e pessoas. As composições do grupo abordam o movimento, o amor, o tempo, a política, combinados a ritmos e estilos diversos, em busca de uma música genuinamente brasileira e ao mesmo tempo universal.

Com mais de dez anos de estrada, Wado traça caminho sólido e estilo musical com referências de samba, rock e de inúmeras variantes da MPB. A discografia combina composições autorais e parcerias com Zeca Baleiro, Marcelo Camelo, Chico César, Momo, Lucas Santtanna, Fernando Anitteli e outros. Wado também já foi gravado por Marcos Valle e Maria Alcina. Agora, ele brinda o público com um novo disco 1977.

O anfitrião Irmão Carlos, que está lançando projeto solo, em que mostra uma performance inquieta, letras irreverentes e existenciais, punk, debochado, concretista. Influenciado pela música dos anos 70 e 80, mais precisamente Raul Seixas, Titãs, Tim Maia e Arnaldo Antunes, o artista semeia sua voz no terreno da black music, flertando com a música eletrônica e o blues. Sua composição é direta e seus shows são energéticos, irreverentes e com muita espontaneidade.

Fonte: Ascom/Secult