O Palácio da Aclamação, que também é um museu, será reformado com recursos estimados em R$ 12 milhões, por meio da Lei Rouanet. O anúncio foi feito pelo secretário estadual da Cultura, Jorge Portugal, no próprio palácio, junto ao Passeio Público, em Salvador, nesta segunda-feira (16), durante a abertura da Semana do Museu. Na ocasião, também foi lançada a campanha ‘#Museu Vou’ e aberta a exposição permanente “Museus: Paisagens Culturais”, com 11 painéis fotográficos que retratam o crescimento urbano de Salvador. A programação da Semana do Museu pode ser encontrada no blog da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/Ipac).

Segundo Portugal, não será difícil captar os recursos necessários. “Há muitas empresas sensibilizadas”, afirmou. Sobre a semana do Museu, o secretário explicou que a ideia é promover a visitação aos espaços culturais, que os abrigam aulas de história permanentes. “Os museus reúnem fatos da história e da cultura ao longo do tempo. É uma casa civilizadora. Precisamos trabalhar para que as pessoas frequentem mais os museus como frequentam outros lugares cotidianos. Queremos implantar essa cultura e fazer com que as pessoas criem o hábito de visitá-los”.

De acordo com o diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira, o complexo onde está o Palácio da Aclamação surgiu em 1810, com a criação do Passeio Público. “No final do século 18 foi construída a primeira casa no espaço, a Mansão dos Moraes, adquirida depois pelo Governo da Bahia e transformada em residência dos governadores. A rainha Elizabeth já ficou hospedada aqui, em meados do século XX”.

Na opinião de Oliveira, o Palácio da Aclamação acompanha a história e a evolução urbana da cidade. “É um eclético com interior extremamente ornado, com características do ecletismo brasileiro. É um equipamento que conta a história da Bahia, de Salvador. É importante a gente pensar nesse projeto com essa perspectiva. Junto com a restauração, vamos criar a escola de restauro da Bahia”.

Dia Internacional do Museu

Segundo a titular da Dimus, Ana Liberato, com a aproximação do Dia Internacional do Museu (18 de maio), foram intensificadas as atividades para atrair o público. Na Bahia, a maioria dos museus vai oferecer palestras, participações musicais, visitas monitoradas, laboratórios que trabalham os temas dos acervos, entre outras.

“As pessoas têm recebido bem nossas atividades. As visitas aumentaram. A meta não é apenas atrair o público para uma visita, mas criar nas pessoas o hábito, um elo com o museu, por meio de atividades, reforçando a importância do equipamento para a comunidade”, afirmou a diretora.

De acordo com Liberato, a Bahia tem hoje 290 museus, entre memoriais, pontos de cultura e instituições afins. Apenas em Salvador são 85 espaços. “A Dimus está fazendo um recadastramento dos espaços, com todas as informações, porque nós subsidiamos o que é encaminhado para o Instituto Brasileiro de Museus”, informou.

Sobre a exposição permanente, a diretora disse que a ideia surgiu a partir da requalificação do Passeio Público realizada pelo Ipac. “Nós aproveitamos esses painéis que estavam no Museu de Arte da Bahia para uma exposição baseada em um livro de Consuelo Novaes”, explicou. Com os painéis, o público pode ter uma ideia de como era o Elevador Lacerda, a Praça Castro Alves e o próprio Passeio Público.

Repórter: Raul Rodrigues