Equipes de campo da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) encontraram mais três casos de fraudes na rede de distribuição de água de Salvador na última semana. Na sexta-feira (29), foi retirada uma ligação clandestina (gato) de água que estava sendo utilizada por uma empresa na construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro de Paripe, no subúrbio da cidade.

“A ligação do imóvel estava inativa há três meses. A fraude foi retirada e, agora, os responsáveis terão que pagar à empresa R$ 6.037,81”, informa o gerente comercial da Embasa, Isaías da Silveira. Esse valor corresponde ao volume de água desviado nos últimos três meses, estimado em 180 mil litros, somado ao custo da execução do serviço e à multa pela irregularidade.

No Stiep, outra fraude foi identificada durante a execução de serviço de ligação de água em um dos imóveis do bairro. “Encontramos um by pass [desvio clandestino feito antes do hidrômetro para evitar que o aparelho faça a medição do consumo real] que saía da rede e seguia para a lateral de outro imóvel, servindo no abastecimento de uma piscina”, conta a supervisora da Embasa, Deisivane Barreto. A multa aplicada em casos como esse pode chegar a R$ 2,2 mil. Eram desviados cerca de 20 mil litros de água por mês.

Já em Valéria, a Embasa identificou uma ligação irregular que estava desviando água para abastecer uma padaria. Neste caso, o valor total cobrado, incluindo a multa, será de R$ 6.329,60.

A Embasa conta com 40 equipes de campo somente nas unidades da capital e Região Metropolitana, responsáveis por mais de 200 verificações deste tipo todos os dias. Qualquer intervenção no hidrômetro e na rede da empresa com o intuito de furtar água é crime e o infrator está sujeito ao cumprimento das penalidades previstas na legislação vigente. O usuário que estiver nessa situação deve procurar um ponto de atendimento da Embasa e regularizar sua ligação, evitando problemas e corte no abastecimento do imóvel.

Fonte: Ascom/Embasa