Foi realizada, nesta quinta-feira (17), no auditório da União dos Municípios da Bahia (UPB), a palestra “Mulheres além do gênero, profissão, política e poder”, ainda em homenagem ao mês da mulher. O evento contou com a participação das Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA) e da presidente da UPB, Maria Quitéria.

Com a participação de convidados e de algumas prefeitas do estado, foram abordados assuntos relacionados ao papel da mulher no âmbito profissional, político e nos espaços de poder. “As mulheres ainda sofrem preconceitos, mas aos poucos elas estão chegando lá. O evento fala exatamente do valor que a mulher tem e a capacidade que possui em somar [na sociedade]”, afirmou a coordenadora das VSBA, Neyliane Lemos.

Uma das convidadas especiais foi a cantora Margareth Menezes, que relatou sobre a importância do movimento e da afirmação da capacidade feminina. “As mulheres já estão no poder e fazem a grande diferença. Eu me sinto muito honrada em participar desse momento aqui na UPB e poder abraçar as prefeitas da Bahia, dar parabéns a elas pelos trabalhos que elas vêm fazendo pelo povo nos municípios do estado”.

A presidente da UPB, Maria Quitéria, também destacou a atuação do papel feminino, na atualidade. “Hoje temos a mulher que é soldada, juíza, prefeita. Antes, atuavam por detrás de um homem, cuidando da casa, hoje já podem viver outras responsabilidades”.

Profissão mulher

O público presente no evento pôde assistir apresentação de dança, participar de sorteios e prestigiar a mostra “Profissão Mulher: um olhar sobre a questão de gênero no mercado de trabalho”. A exposição conta com dez fotografias do cotidiano de mulheres baianas, que exercem profissões, como frentista, mecânica e taxista, consideradas como “tabu” no universo feminino.

Ao prestigiar a mostra, a atendente, Jéssica dos Santos, 22 anos, relatou como esta exposição retrata a discriminação que mulher ainda sofre para assumir alguns cargos. “É interessante falar destes temas porque antes as mulheres não poderiam exercer estas profissões, devido ao preconceito”.

Para a coordenadora do Movimento Sem Teto de Salvador, Célia Maria dos Santos, de 40 anos, o preconceito na sociedade é refletido também na comparação do salário de mulheres e homens. “Elas assumem determinadas posições e ganham salários menores, se comparados aos homens que exercem a mesma profissão”.

Repórter: Jéssica Alves