Os 15 primeiros bebês que realizaram exames auditivos no mutirão promovido pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), na manhã sábado (5), no Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação de Pessoas com Deficiência (Cepred), em Salvador, tiveram o resultado normal. Isso significa que responderam a todos os estímulos e não há problemas na audição. Até o final do dia, a expectativa é que todas as 40 crianças agendadas compareçam para a realização do Bera – Exame do Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico e o Otoemissão Acústica Evocadas (OEA).

O mutirão acontece até o próximo dia 12 e as mães interessadas devem procurar as secretarias municipais de suas cidades para realizar o agendamento na instituição. Os bebês são avaliados por uma equipe multidisciplinar e terão acompanhamento na própria unidade ou encaminhados para outras entidades, onde passarão por reabilitação, caso haja necessidade.

De acordo com o subsecretário estadual da Saúde, Roberto Badaró, "as mães devem buscar informação junto às secretarias de saúde dos seus municípios a fim de que seus bebês tenham acesso aos exames de imagem necessários, além da terapia para estimulação precoce da criança e aos exames que são realizados no Cepred, que é um local de referência para toda a Bahia".

A diretora do Cepred, Normélia Quinto, explicou que "novos exames auditivos serão realizados daqui a seis meses, de modo que haja um acompanhamento efetivo do desenvolvimento do bebê e, caso necessário, a reabilitação motora começa imediatamente, com duas ou três sessões por semana"

Exames

O Bera avalia a integridade funcional do nervo auditivo, desde a orelha interna até o córtex cerebral. Entre algumas das indicações estão o diagnóstico precoce da perda auditiva, o acompanhamento da maturidade das vias auditivas no quadro de hiperbilirrubinemia (concentração anormalmente alta de bilirrubina no sangue) neonatal e também detecção de tumores do nervo auditivo.

O exame OEA é indicado também para verificação de perda auditiva. Para a realização do teste, é colocada uma sonda na orelha do bebê que emite sons de fraca intensidade e recolhe, no computador, as respostas sonoras que a cóclea (órgão auditivo) da criança produz. Se as emissões otoacústicas estiverem presentes o exame é normal. Se estiverem ausentes pode ser que haja deficiência auditiva ou uma imaturidade do sistema auditivo.

Fonte: Ascom/Secretaria da Saúde do Estado (Sesab)