O dia 24 de março é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Diante dos números preocupantes relacionados à doença, a Assistência à Saúde dos Servidores Estaduais (Planserv) aproveita a data para alertar os beneficiários e a população em geral sobre os riscos do diagnóstico tardio e da interrupção precoce do tratamento. A doença é curável e pode deixar de ser um problema de saúde pública se alguns cuidados forem considerados.

De acordo com o Ministério da Saúde, anualmente, cerca de 6 milhões de novos casos são notificados em todo o mundo, levando mais de um milhão de pessoas a óbito. O surgimento de focos de tuberculose resistente aos medicamentos agravam ainda mais esse cenário. No Brasil, aproximadamente 70 mil casos novos são registrados por ano, com 4,6 mil mortes causadas pela doença. O país ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.

A doença infecciosa e transmissível é causada pelo Mycobacterium tuberculosis (conhecido como bacilo de Koch), que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa atingir outros órgãos e sistemas, como os ossos, vias urinárias e sistema nervoso. “O diagnóstico precoce corta a cadeia de transmissão da tuberculose, pois ao iniciar o tratamento, o contágio tende a diminuir gradativamente e, em geral, após 15 dias de tratamento, chega a níveis insignificantes”, explica a pneumologista Manoela Fontes.

A médica informa ainda que a transmissão da tuberculose, que se dá por via aérea, ao falar, espirrar e, principalmente, tossir, é plena enquanto o indivíduo estiver eliminando bacilos. No entanto, o ideal é que as medidas de controle de infecção sigam até a negativação da baciloscopia. “Adultos podem se prevenir evitando o contato com pessoas doentes. As crianças, por sua vez, devem receber a vacina BCG contra as formas mais graves da tuberculose nos primeiros dias de vida, até os cinco anos de idade, no máximo”.

Tratamento

O tratamento convencional da tuberculose é feito por meio do uso de uma combinação de medicamentos por seis meses. “Infelizmente, com a melhora dos sintomas antes deste período, muitos interrompem o tratamento precocemente, o que aumenta muito as chances de resistência do bacilo, com retorno dos sintomas. Já o tratamento da tuberculose multiresistente dura um ano e meio, no mínimo”, acrescenta Manoela Fontes.

São mais vulneráveis à tuberculose pessoas em situação de rua; as que vivem com aids ou têm outras doenças imunossupressoras como o diabetes; pessoas privadas de liberdade; indígenas; fumantes; profissionais de saúde e usuários de drogas. O diagnóstico da doença geralmente é feito através da identificação dos sintomas – tosse há mais de três semanas, febre vespertina, dor torácica, escarro com sangue e falta de ar -, associada a exames de raio x de tórax e baciloscopia de escarro, prescritos pelo médico apenas quando há suspeita real da doença. A medicação utilizada no tratamento é fornecida exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Ascom/Planserv