Em cerimônia realizada em Brasília, nesta sexta-feira (11), a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma) e o Ministério da Saúde firmaram a primeira renovação do contrato de fornecimento do medicamento Cabergolina, usado por mulheres com problema de disfunção hormonal, para o Sistema Único de Saúde (SUS). 
A Bahiafarma tem exclusividade na produção do medicamento para o SUS, num total de 1,3 milhão de comprimidos por ano. O acordo representa uma economia anual, para o Ministério da Saúde, de R$ 8 milhões. A produção do medicamento segue o regime de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), firmado entre a Bahiafarma e o laboratório paulista Cristália. 
O contrato tem duração de cinco anos, mas é renovado anualmente, mediante análise, por parte do ministério, da evolução da PDP, na qual o laboratório privado se compromete a transferir a tecnologia da fabricação para o laboratório público. “A renovação do contrato demonstra o avanço na transferência de tecnologia e a consolidação da Bahiafarma como polo indutor da indústria farmacêutica no Estado e no Nordeste”, afirma o diretor-presidente do laboratório público, Ronaldo Dias.
Representante da Bahiafarma no ato de assinatura da renovação de contrato, o diretor administrativo e financeiro, Paulo Costa, ressalta que a parceria com a Cristália evolui mais rapidamente do que a expectativa. “Estamos apenas iniciando o segundo ano do acordo, mas já passamos à etapa de absorção das técnicas de controle de qualidade dos produtos acabados”. 

Sobre a Bahiafarma
A Bahiafarma é um laboratório farmacêutico público que tem como objetivo desenvolver e fornecer produtos, serviços e inovação tecnológica para a saúde pública do País. É caracterizada como uma fundação pública de direito privado que integra a administração pública indireta do Poder Executivo do Estado da Bahia, vinculada à Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). 
O laboratório tem como metas minimizar a dependência de importação de produtos e tecnologia, atuando de forma competitiva e econômica para o SUS, e contribuir para a descentralização da indústria farmacêutica, farmoquímica e biotecnológica no País, hoje concentrada no eixo Rio/São Paulo.
Fonte: Ascom/Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab)