Uma inspiradora lição de vida, que deixou lágrimas nos olhos dos presentes e da palestrante, embalou as servidoras da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) no último dia de comemorações da Semana da Mulher, nesta sexta-feira (11). No hall de entrada do prédio, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, a paratleta baiana Verônica Almeida, 40 anos, relatou sua lição de vida e superação.

Portadora da Síndrome de Ehlos Danlos, doença rara, progressiva e degenerativa, que a levou à cadeira de rodas aos 33 anos, a medalhista olímpica – mãe dos gêmeos Marcelo e Bianca, 12 – encerrou com chave de ouro as celebrações. “Não vou fazer uma palestra. Faz de conta que é um filme da história de minha vida”, disse.  

A atleta paraolímpica emocionou e emocionou-se a cada frase. O secretário Álvaro Gomes valorizou a trajetória de vida da nadadora e disse que “todos na Setre sentem-se honrados em conhecer uma história tão bonita e que seu exemplo vai estimular a muitos”.

Vencedora no Para-Pan de Toronto 2015 com três medalhas – prata nos 100 metros nado peito e duas de bronze nos 50 metros nado livre e também borboleta S7, para nadadores com limitações físico-motoras -, Verônica Almeida começou a competir no paradesporto em 2007, por recomendação médica, inicialmente na classe S10.

Superação e esperança 

 “Em 2007, um médico me disse que eu teria apenas um ano de vida. Não pensei muito e decidi viver. Dormi andando e acordei sentada. Na academia onde dava aulas, fui proibida de entrar de cadeira de rodas e demitida. Fiquei na frente da internet teclando e procurando sobre a Síndrome de Ehlos Danlos. Um dia, abri a internet e lá estava a notícia de um teste experimental, escrito em francês. Seriam 20 pessoas. Fui escolhida pelo dedo de Deus”, explicou a paratleta.

Verônica Almeida falou também sobre superação e esperança. “Agora estou lutando para voltar a andar. Levo choques três vezes ao dia e já mexo com as pernas. Nossa forma de superar é a cada instante. Foi assim que consegui ser atleta  de alto rendimento. Recentemente entrei no Guiness Book fazendo a Travessia Mar Grande-Salvador, nadando apenas com o braço esquerdo, porque o direito eu não uso. É parafusado”. E finalizou: "problemas são oportunidades únicas de superação e de vitórias”.

O Coral Canto de Todo Lugar, composto por servidores da Setre, encerrou as atividades da Semana da Mulher com as canções ‘Caminhos do Sol’, ‘Qualquer Coisa’, ‘Ziriguidum’, ‘Caçador de Mim’ e ‘Fascinação’. Na hora do ‘bis’, a canção ‘Tanto Mar’ puxou os aplausos. Antes, a poesia ‘50 Tons da Setre’, de autoria do jornalista Gilmar Medeiros, foi declamada pela servidora e coralista Manuela Souza.

Fonte: Ascom/Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre)