A Fundação Pedro Calmon, por meio do Centro de Memória da Bahia (CMB) e Diretoria de Bibliotecas Públicas (Dibip), e a Biblioteca Virtual Consuelo Pondé promovem uma série de homenagens às historiadoras ao longo do mês de março. Nas bibliotecas públicas e nas redes sociais, a fundação celebra a contribuição feminina em variados temas, a exemplo da memória e da história da Bahia. 
Encabeçada pela Biblioteca Virtual Consuelo Pondé, a campanha #ElaFazAHistória homenageia historiadoras baianas que escreveram e escrevem até os dias de hoje sobre aspectos diversificados da história da Bahia. São 10 mulheres que terão postagens especiais nas redes institucionais da fundação (Facebook, Instagram, Twitter), além do site da Biblioteca Virtual, no qual haverá a seção ‘Quem escreve a história’, com destaque para as produções acadêmicas destas historiadoras que escolheram a história da Bahia como objeto e problema de pesquisas. 
Na campanha, estão nomes como a historiadora Wlamyra Albuquerque, referência no estudo da cidadania negra; Lisa Earl Castillo, referência nos estudos sobre o Candomblé da Bahia;  Lucilene Reginaldo, que se destaca nos estudos sobre irmandades negras na Bahia; Patrícia Valim, que é referência no estudo sobre a Conspiração dos Alfaiates na Bahia; Kátia Mattoso, que estudou a Bahia; Cláudia Trindade, referência no estudo das prisões na Bahia; Isabel Cristina Ferreira Reis, que tem destacados estudos sobre família escrava na Bahia; e a historiadora Maria Hilda Paraíso, que é referência no estudo da história dos índios da Bahia. Além destas, a campanha também destaca a historiadora Elizete da Silva, que se distingue no estudo do protestantismo na Bahia, e Fátima Pires, considerada referência nos estudos sobre escravidão e pós-abolição no estado.
Referências
“A historiografia baiana tem a marca de mulheres que pensam a realidade social, organizam acervos, formam gerações e abrem caminhos para sabermos mais sobre nós mesmos. Toda a minha geração é herdeira do esforço de pesquisadoras engajadas. Muito obrigada a Kátia Mattoso, Maria Inês Cortês de Oliveira, Consuelo Novais Sampaio e Lígia Bellini por terem nos ensinado esse oficio”, enfatiza Wlamyra Albuquerque, mestra em História pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e doutora em História Social da Cultura pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 
Para outra homenageada, Isabel Cristina Ferreira dos Reis, a iniciativa é grandiosa. “É realmente muito bacana a iniciativa de destacar a importante atuação profissional das mulheres na produção de conhecimentos sobre diferentes aspectos da nossa história. Esta iniciativa cresce em grandiosidade com a divulgação das pesquisas realizadas por historiadoras que se empenham em resgatar e iluminar as trajetórias de outras mulheres que, no passado, foram incontestáveis agentes transformadores do seu tempo, pois elas hoje nos servem de referências e nos animam a continuar”. Isabel Cristina é doutora em História Social pela Unicamp e professora do curso de licenciatura em História da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). 
Curso
Ampliando o debate sobre a história e memória da Bahia, o Centro de Memória reunirá, no mês de março, grandes mulheres da área, a exemplo da professora Dra. Yeda Pessoa de Castro, que fará a aula magna do curso ‘Conversando com a sua História’. A professora vai falar da vida dedicada ao estudo das línguas e culturas negroafricanas no Brasil. A aula está marcada para a próxima segunda-feira (14), às 17h, na Biblioteca Pública do Estado, nos Barris, e inaugura uma nova fase do curso. 
No dia 21, a professora Larissa Penelú Bitencout Pacheco, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), vai abordar o tema ‘Feira Livre de Feira de Santana e modernização na década de 70’. Por fim, no dia 21, Yone Celeste, também da Uefs, falará sobre o tema ‘Faces da Educação na Bahia oitocentista: ingênuos e libertandos’.  A Fundação Pedro Calmon é vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (Secult). 

Fonte: Ascom/Fundação Pedro Calmon