Diversas ações estão acontecendo, neste Dia Internacional da Mulher, nos espaços da Educação como forma de valorizar a mulher e promover o debate sobre igualdade de gêneros. No Colégio Estadual Odorico Tavares, localizado na Avenida Sete de Setembro, s/n – Vitória, em Salvador, o projeto ‘Mulher em Foco’ mobilizou estudantes e educadores, nesta terça-feira (8).

Palestras, oficinas e grupos de discussão abordaram os assuntos saúde da mulher, gênero e raça, questões sociais e mercado de trabalho. Uma das idealizadoras do projeto ‘Mulher em Foco’, a professora de História, Luciana Mendes, informa que muitos temas abordados foram sugeridos pelos estudantes.

Na Secretaria da Educação do Estado, as mulheres foram homenageadas com apresentações artísticas e culturais, tendo a participação especial da Banda JP, da Escola Parque, e de Julie de Assis, semifinalista do programa The Voice Kids. O titular da pasta, Osvaldo Barreto, destacou que as mulheres são maioria na secretaria.

“Todo dia é dia da mulher, que precisa ser valorizada e respeitada em todos os espaços. O mundo será melhor com o empoderamento, cada vez mais, das mulheres, e isso é o que fazemos nas nossas escolas, para que elas possam ter consciência da importância do seu papel na sociedade”, enfatizou o secretário.

A aluna do 3º ano, Brenda Cruz, 18 anos, foi uma das palestrantes do evento. A estudante participa do grupo ‘Coletivo Imagina Ação’ – que discute, entre outros temas, o empoderamento feminino – e falou sobre a violência contra mulher. “Precisamos desconstruir este ideal de família patriarcal para que as meninas, no futuro, não sofram tanto com o machismo”.

Já Pietra Klajman, 16, do 3º ano, participou da oficina de defesa pessoal. “No mundo machista que vivemos hoje, é preciso aprender a se defender para não estar vulnerável”.

Participação de alunos

Os meninos também participaram dos debates. Um exemplo é o estudante do 3º ano, Robert Emanuel da Silva, 16. “Com este projeto, muitas pessoas vão parar e refletir sobre a violência e o respeito às mulheres”.

Para Arthur Marcus Maia, 14, do 2º ano, as discussões são importantes para combater o machismo. “Mesmo que existam muitos movimentos que tentem reduzir o machismo, a sociedade ainda é muito machista. Se esses eventos não acontecerem, a sociedade nunca vai deixar de ser [machista]”.

As atividades no Colégio Odorico Tavares foram realizadas em parceria com o Centro de Referência e Assistência Social (Cras), Conselho Tutelar, Instituto Vivas, Projeto Viver, da Polícia Militar da Bahia e professores de outras escolas estaduais.

“A gente vive numa sociedade ainda machista, ainda racista. A questão da mulher negra envolve não só a luta de gênero, mas racial também. Essa discussão na escola é uma semente que se planta para que os estudantes levem para outros espaços”, disse a professora convidada Bárbara Dias Vergas, que conduziu o debate sobre o feminismo negro.

Cantar, dançar, educar

Trabalhadoras da Educação participaram de apresentações artísticas e culturais desde segunda-feira (7), na sede da Secretaria da Educação. “A história da educação sempre foi promovida por mulheres. Temos aqui 85% de servidoras e 75% de mulheres na sala de aula. Este ação é a forma de valorizar e reconhecer a mulher na educação”, enfatizou a coordenadora do Programa Saúde do Professor, Regina Borges.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado da Bahia