Com o tema “Eco Mulher – a mulher preservando o ecossistema”, acontece neste sábado (2), às 9h, em Salvador, a 4ª Caminhada Rainha Nzinga, evento realizado pelo Centro Social Urbano (CSU) do Nordeste de Amaralina, equipamento da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Governo do Estado (SJDHDS).

Formada por diversas alas temáticas, com a participação dos projetos sociais e culturais, personalidades e moradores do Nordeste, a caminhada tem início na sede do CSU, no Beco da Cultura; percorre a Rua Manoel Dias, na Pituba; e finaliza no Largo das Baianas, em Amaralina.

Segundo a coordenadora do CSU Nordeste, Andreia Macedo, “a iniciativa visa conscientizar a sociedade civil para a importância da mulher no processo de construção social e combater o preconceito e a violência, principalmente contra as mulheres negras que pertencem às comunidades vulneráveis, assim como o Nordeste de Amaralina”. O evento cultural contará também com a participação dos movimentos “Vai ter gorda” e “Empoderamento Crespo”, que possuem uma grande representatividade de mulheres da comunidade local.

Rainha Nzinga

Criada em 2010, a Caminhada da Rainha Nzinga do Nordeste de Amaralina tem como ícone a rainha do Ndongo, atual Angola, Nzinga Mbandi (1582-1663). Símbolo da resistência africana à colonização, Nzinga entrou para a história como combatente destemida, exímia estrategista militar e diplomata astuciosa. Ela chefiou pessoalmente o exército até os 73 anos de idade e era tão respeitada pelos portugueses que a Angola só foi dominada depois da sua morte, aos 81 anos.

Nzinga nasceu entre os africanos de língua bantu, os mesmos que, escravizados no Brasil, criaram o samba e a capoeira. Para Andreia, “a história de resistência de Nzinga deve ser referência para as mulheres negras do Nordeste de Amaralina, que lutam diariamente pela sobrevivência, pelo empoderamento e criação dos filhos”.

Fonte: Ascom/SJDHDS